“(...) Teatro era o povo cantando livremente ao
ar livre: o povo era o criador e o destinatário do
espetáculo teatral, que se podia chamar então
“canto ditirambico”. Era uma festa em que
podiam todos livremente participar. Veio a
aristocracia e estabeleceu divisões: algumas
pessoas iriam ao palco e só elas poderiam
representar enquanto que todas as outras
permaneceriam sentadas, receptivas, passivas:
estes seriam os espectadores, a massa, o povo.
E para que o espetáculo pudesse refletir
eficientemente a ideologia dominante, a
aristocracia estabeleceu uma nova divisão:
alguns atores seriam os protagonistas
(aristocratas) e os demais seriam o coro, de uma
forma ou de outra simbolizando a massa. (...)”
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
Na perspectiva do autor, pode-se dizer que:
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
Na perspectiva do autor, pode-se dizer que: