Em uma área de soja com histórico de
infestação por buva e capim-amargoso, o responsável
técnico pretende revisar o programa de manejo de plantas
daninhas para reduzir perdas por matocompetição,
preservar a dianteira competitiva da cultura e retardar a
seleção de biotipos resistentes. Para isso, considera-se a
relação entre períodos de interferência, eficiência da
dessecação pré-semeadura e diversificação de
mecanismos de ação ao longo do sistema de manejo.
Acerca disso, analise as assertivas a seguir:
I.Na cultura da soja, a interferência das plantas daninhas
não se restringe à competição direta por recursos; ela
também pode ocorrer por alelopatia e por vias
indiretas, como quando a infestação dificulta a colheita
sem necessariamente ter reduzido previamente a
produtividade da cultura.
II.Como o período anterior à interferência corresponde à
fase inicial em que a convivência com plantas daninhas
ainda não provoca perdas produtivas significativas, a
antecipação da dessecação pré-semeadura deixa de
ser determinante para o desempenho da cultura,
podendo seus eventuais problemas ser compensados
por manejo pós-emergente bem executado.
III.O uso repetitivo de um mesmo mecanismo de ação
favorece a seleção de plantas daninhas resistentes; por
isso, programas mais sustentáveis de manejo na soja
tendem a reincorporar herbicidas pré-emergentes e
outras ferramentas de controle, reduzindo a pressão de
seleção e a infestação a que os pós-emergentes ficam
expostos.
Pode-se afirmar que: