Em programas municipais de práticas corporais e
recreativas, a atuação do Educador Físico não se
resume à condução operacional de exercícios ou
jogos, mas envolve escolhas metodológicas coerentes
com determinada compreensão do corpo, do
movimento e da finalidade social da intervenção.
Nesse contexto, a organização das atividades e o
acompanhamento dos participantes podem variar
conforme a ênfase recai sobre repetição mecânica,
desenvolvimento funcional, ampliação do repertório
corporal, interação social, autonomia na prática ou
apropriação crítica das experiências vividas.
Assim, ainda que determinados referenciais tenham
sido historicamente sistematizados em diálogo com o
campo pedagógico, seus pressupostos podem
repercutir na organização técnica da intervenção em
espaços não escolares, inclusive na definição de
critérios de acompanhamento da prática.
Com base nisso, analise as assertivas a seguir e, em
seguida, identifique a alternativa CORRETA.
I. Em intervenções alinhadas a uma compreensão
ampliada das práticas corporais, o acompanhamento
dos participantes pode considerar, além da execução
motora, aspectos como adesão, participação
qualificada, progressão funcional, compreensão das
propostas e formas de interação produzidas ao longo
das atividades.
II. Quando a intervenção profissional busca superar
uma lógica estritamente mecanicista do movimento, a
organização metodológica das atividades tende a
admitir variação de estratégias, mediações e critérios de
acompanhamento, sem que isso implique abandono do
rigor técnico.
III. Em programas públicos de práticas corporais, a
adoção de critérios de acompanhamento centrados em
participação, processo e ampliação do repertório
corporal é incompatível com a observação de aspectos
funcionais e técnicos, pois esses referenciais pertencem
a matrizes distintas e excludentes entre si.
IV. A utilização de jogos e atividades recreativas em
programas comunitários somente se justifica
tecnicamente quando tais recursos operam como etapa
preparatória para objetivos de condicionamento físico,
não sendo compatível tratá-los como práticas corporais
dotadas de valor formativo, relacional e cultural
próprio.