Um enfermeiro da Estratégia Saúde da Família está
atendendo uma criança de 8 meses de idade, trazida
pela mãe com queixa de tosse há 3 dias, coriza e febre
baixa. Durante a anamnese, a mãe refere que hoje pela
manhã a criança apresentou piora do quadro
respiratório. Ao exame físico, o enfermeiro identifica:
temperatura axilar de 38,2°C, frequência respiratória de
62 irpm, tiragem subcostal e batimento de asa nasal,
ausculta pulmonar com presença de sibilos e estertores
crepitantes bilaterais, saturação de oxigênio (SpO?) de
91% em ar ambiente, criança irritada, aceitando
parcialmente a dieta, sem sinais de desidratação.
Considerando o protocolo de Atenção Integrada às
Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) do Ministério
da Saúde e as diretrizes para manejo de infecções
respiratórias agudas em crianças, qual é a conduta MAIS
ADEQUADA que o enfermeiro deve adotar?
a) Classificar o caso como infecção de vias aéreas
superiores (resfriado comum), prescrever antitérmico
(paracetamol 200 mg de 6/6h) e descongestionante
nasal (soro fisiológico 0,9%), orientar aumento da
ingesta hídrica e repouso domiciliar, agendar retorno
em 7 dias para reavaliação dos sintomas
respiratórios, orientar a mãe a retornar antes apenas
se houver piora significativa dos sintomas ou
surgimento de febre alta persistente acima de 39°C.
✂️
b) Classificar o caso como pneumonia comunitária sem
sinais de gravidade, prescrever antibiótico oral
(amoxicilina 50 mg/kg/dia dividida em 3 doses por 7
dias) conforme protocolo municipal, realizar inalação
com broncodilatador na própria unidade para alívio
imediato dos sintomas, orientar tratamento domiciliar
com cuidados gerais e suporte nutricional, agendar
retorno em 48 horas para reavaliação clínica e ajuste
terapêutico se necessário.
✂️
c) Classificar o caso como pneumonia grave com sinais
de perigo, encaminhar imediatamente a criança para
serviço de urgência/emergência pediátrica com carta
de referência detalhada, administrar oxigênio
suplementar enquanto aguarda o transporte,
posicionar a criança em Fowler ou semi-Fowler,
orientar a mãe sobre a gravidade do quadro e
necessidade de internação hospitalar para
antibioticoterapia endovenosa e suporte ventilatório.
✂️
d) Classificar o caso como bronquiolite viral aguda de
intensidade leve a moderada, prescrever
broncodilatador inalatório (salbutamol spray 2 jatos)
para uso domiciliar de 6/6 horas por 7 dias, orientar
lavagem nasal com soro fisiológico antes das
mamadas, manter aleitamento materno exclusivo ou
dieta habitual fracionada em pequenas porções,
agendar retorno em 48 horas para reavaliação clínica
da evolução do quadro respiratório.
✂️