O currículo cultural da Educação Física pretende borrar fronteiras, conectar manifestações dispersas, e promover a análise
e o compartilhamento dos seus significados. Parte do princípio de que, se a escola for concebida como ambiente adequado
para discussão, vivência, ressignificação e ampliação da cultura corporal, será possível almejar a formação de cidadãos que
identifiquem e questionem as relações de poder que historicamente impediram o reconhecimento das diferenças. Afinal, em
uma sociedade democrática, é importante indagar porque determinados esportes, brincadeiras, danças, lutas ou ginásticas
são tidos como adequados ou inadequados.
NEIRA. G. O currículo cultural da Educação Física: pressupostos, princípios e orientações didáticas.
Revista e-Curriculum , n. 1, jan.-mar. 2018 (adaptado).
Fundamentado nessa perspectiva, o professor do Ensino Médio deve
a) ensinar esportes de rede e parede para a turma da 2ª série, por meio das regras oficiais e dos gestos técnicos característicos
comuns a esses esportes, considerando ser um conteúdo adequado para desenvolver habilidades motoras básicas dos
adolescentes, a fim de que eles possam conhecer mais profundamente esses esportes.
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b) mapear com os estudantes da 1ª série as manifestações culturais relacionadas ao bairro em que a escola se situa e,
com base nisso, discutir os processos históricos dessas manifestações em conjunto com a realização de vivências corporais
relacionadas a elas.
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c) promover uma votação entre os estudantes da 3ª série para que escolham o conteúdo que desejam aprender, considerando
que essa ação não marca uma relação de poder com eles e colabora com a ampliação da cultura corporal dos estudantes.
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d) conduzir o ensino dos esportes, das brincadeiras, das danças, das lutas, das ginásticas e das práticas corporais de aventura
em forma de rodízio, alternando uma aula teórica e uma prática para cada uma dessas práticas corporais, a fim de que,
com essa ação, as manifestações consideradas dispersas no currículo da 1ª série sejam conectadas.
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