Caio, detentor de notório saber jurídico e reputação ilibada,
aprovado em 1º lugar no concurso público para procurador do
Estado de Santa Catarina, foi designado para exercer as suas
atribuições no Município de Florianópolis, em um novo prédio
arrendado pelo Estado, com controle de acesso e um esquema de
segurança formidável. Um determinado dia, verificando que a
repartição estava vazia, Caio ingressou no gabinete de Tício,
também procurador do Estado, e colocou três maços de folha A4
que lá se encontravam em sua mochila, para utilizá-los, em sua
residência, para fins pessoais. O Ministério Público tomou ciência
dos fatos, em razão de monitoramento eletrônico no local.
Nesse cenário, de acordo com o Código Penal e considerando-se
o entendimento dominante dos Tribunais Superiores, Caio: