Marcos de Castro
EQUIPE
24/08/2026 • 12:02
Nessa questão trazemos uma situação muito comum em cuidados paliativos: paciente oncológico com dor intensa, usando morfina de liberação prolongada junto com benzodiazepínico para ansiedade. Após aumentar a dose de morfina, ele apresenta sinais claros de intoxicação por opioides, como depressão respiratória, sonolência intensa e rebaixamento do nível de consciência. Esse quadro é bastante preocupante, pois a associação de opioides e benzodiazepínicos potencializa a toxicidade do sistema nervoso central.
Vamos olhar as alternativas: a alternativa A sugere que se mantenha a associação pois a tolerância ao opioide reduz o risco de depressão respiratória em todos — mas isso não é verdade. A tolerância pode se desenvolver, mas não elimina o risco, principalmente quando há aumento de dose e uso múltiplo de sedativos.
A opção B fala em suspender definitivamente a morfina e trocar por anti-inflamatório. Isso não é indicado porque anti-inflamatórios não têm o mesmo potencial analgésico, especialmente para dor oncológica intensa, além do risco de efeitos adversos dos AINEs nesses pacientes.
A alternativa C sugere apenas reduzir o benzodiazepínico, dizendo que sedativos não interferem na toxicidade de opioides, o que está incorreto, pois ambos têm efeito depressor no SNC e se somam no potencial tóxico.
Por fim, a opção D recomenda avaliar a dose total do opioide, fatores de risco, necessidade de ajuste terapêutico, monitorar sinais de toxicidade e até uso de antagonista quando necessário (como naloxona). Essa é a conduta preconizada: individualizar o caso, avaliar causas de toxicidade e interações, ajustar doses, monitorar de perto e intervir prontamente se houver risco à vida.
Portanto, o gabarito correto é a alternativa D.
Vamos olhar as alternativas: a alternativa A sugere que se mantenha a associação pois a tolerância ao opioide reduz o risco de depressão respiratória em todos — mas isso não é verdade. A tolerância pode se desenvolver, mas não elimina o risco, principalmente quando há aumento de dose e uso múltiplo de sedativos.
A opção B fala em suspender definitivamente a morfina e trocar por anti-inflamatório. Isso não é indicado porque anti-inflamatórios não têm o mesmo potencial analgésico, especialmente para dor oncológica intensa, além do risco de efeitos adversos dos AINEs nesses pacientes.
A alternativa C sugere apenas reduzir o benzodiazepínico, dizendo que sedativos não interferem na toxicidade de opioides, o que está incorreto, pois ambos têm efeito depressor no SNC e se somam no potencial tóxico.
Por fim, a opção D recomenda avaliar a dose total do opioide, fatores de risco, necessidade de ajuste terapêutico, monitorar sinais de toxicidade e até uso de antagonista quando necessário (como naloxona). Essa é a conduta preconizada: individualizar o caso, avaliar causas de toxicidade e interações, ajustar doses, monitorar de perto e intervir prontamente se houver risco à vida.
Portanto, o gabarito correto é a alternativa D.