De acordo com a argumentação desenvolvida no texto, o principal desafio dest...

De acordo com a argumentação desenvolvida no texto, o principal desafio destacado pela Funasa consiste na


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Milhões ainda vivem sem água tratada no Brasil,

apesar da abundância hídrica


No Dia Mundial da Água, Funasa apresenta soluções

em escala e mais de R$ 4 bilhões em ações para

enfrentar desigualdade no acesso

Apesar de o Brasil concentrar uma das maiores reservas de água doce do mundo, o acesso à água tratada ainda é desigual e afeta milhões de brasileiros. Dados mais recentes do IBGE mostram que, em 2024, apenas 86,3% dos domicílios tinham acesso à rede geral de abastecimento de água, enquanto cerca de 3 em cada 10 lares ainda não estavam conectados à rede de esgoto. Em áreas rurais, o cenário é ainda mais crítico: apenas cerca de um terço das residências conta com abastecimento por rede geral.


No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) chama atenção para esse desafio estrutural e destaca soluções já em andamento que vêm ampliando o acesso à água segura e reduzindo desigualdades no país, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste, que concentram os piores índices.


Soluções práticas


Com foco em municípios de pequeno porte, áreas rurais e populações vulneráveis, a Fundação aposta em tecnologias de baixo custo e alta replicabilidade. Uma das principais iniciativas é o Salta-Z – sistema simplificado de tratamento de água desenvolvido por técnicos da Superintendência da Funasa do Pará –, que vem sendo expandido em todo o país, com previsão de cerca de 2,6 mil novas unidades para a região Amazônica apenas este ano, levando água potável a comunidades isoladas.


No semiárido, a estratégia passa pelo fortalecimento do programa de cisternas, com cerca de 21 mil unidades em implantação em oito estados neste ano, ampliando a segurança hídrica e reduzindo a dependência de fontes precárias. A tecnologia tem impacto direto na vida das famílias, especialmente de mulheres, que historicamente assumem a responsabilidade pelo acesso à água.


Outro eixo de atuação são as Melhorias Sanitárias Domiciliares (MSD), com editais lançados em 2025 para ampliar intervenções em residências, incluindo banheiros, soluções de esgotamento sanitário e acesso à água tratada – medidas essenciais para prevenir doenças e promover ambientes mais saudáveis.


A Funasa também vem avançando na reativação de laboratórios de análise da qualidade da água, fortalecendo a capacidade de monitoramento da potabilidade e a vigilância em saúde ambiental em articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS).


R$ 4 bilhões em saneamento


No total, a Fundação mantém atualmente mais de R$ 4 bilhões em instrumentos vigentes, voltados a obras, tecnologias e ações estruturantes de saneamento e saúde ambiental em todo o país.


Para o presidente da Funasa, o enfrentamento da desigualdade no acesso à água exige soluções adaptadas à realidade brasileira. “Saneamento é direito, não privilégio. Levar água segura às populações mais vulneráveis é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças, reduzir desigualdades e promover dignidade”, afirma.


Segundo ele, essas iniciativas concretas reforçam que o avanço do saneamento no Brasil passa não apenas por grandes obras, mas também por soluções simples, eficazes e escaláveis – capazes de transformar, de forma imediata, a vida de milhões de brasileiros.


Disponível em: https://www.gov.br/funasa/pt-

br/assuntos/noticias/2026/marco/milhoes-ainda-vivem-sem-agua-

tratada-no-brasil-apesar-da-abundancia-hidrica. Acesso em: 01 jun.

2026.

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Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    24/08/2026 • 09:02
    Vamos analisar juntos a questão. O texto aborda a situação do acesso à água tratada no Brasil, ressaltando que, apesar de o país possuir enormes reservas de água doce, milhões de brasileiros ainda não recebem água adequada, especialmente em áreas rurais e nas regiões Norte e Nordeste. A Funasa destaca soluções já em andamento para melhorar esse cenário e cita a desigualdade como um problema estrutural, além das tecnologias e investimentos aplicados para superá-lo.

    Perceba que em nenhum momento o texto diz que o Brasil sofre por 'insuficiência de recursos hídricos', como afirma a alternativa A. Ao contrário, reforça que há abundância de água, mas o acesso é desigual.

    A alternativa B fala justamente da 'persistência de desigualdades estruturais no acesso à água tratada e ao saneamento, mesmo em um país com grande disponibilidade de água doce', o que vai de encontro ao principal desafio destacado tanto no título como no desenvolvimento do texto, com o foco na desigualdade e dificuldade de acesso, não na escassez.

    A alternativa C menciona a 'inexistência de soluções tecnológicas acessíveis', mas o texto mostra, ao contrário, vários exemplos de soluções tecnológicas em expansão (como Salta-Z e cisternas), então essa alternativa é incompatível com o texto.

    A alternativa D afirma que existe 'ausência de investimentos públicos', porém o texto afirma explicitamente que há mais de R$ 4 bilhões em instrumentos vigentes e várias ações em curso, principalmente nas regiões citadas.

    Portanto, a opção correta é a B.
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