Homem, 18 anos, vítima de trauma torácico fechado (colisão carro com ônibus)....

Homem, 18 anos, vítima de trauma torácico fechado (colisão carro com ônibus). Apresenta fratura costal única (oitavo arco costal direito), tratado com drenagem pleural fechada por pneumotórax. Boa ...


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Homem, 18 anos, vítima de trauma torácico fechado (colisão carro com ônibus). Apresenta fratura costal única (oitavo arco costal direito), tratado com drenagem pleural fechada por pneumotórax. Boa resolução e expansão pulmonar, dreno retirado após 24 horas, seguida de alta hospitalar. Retorna ao serviço de emergência após 5 dias da alta com queixa de dor pleurítica e picos febris (não medidos). Radiografia de tórax com nível hidroaéreo à direita. Tomografia de tórax compatível com hemotórax coagulado. Qual a conduta mais adequada?
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    22/08/2026 • 18:12
    O caso apresentado é de um jovem que sofreu um trauma torácico, desenvolveu pneumotórax tratado adequadamente, mas retorna dias após a alta com sintomas infecciosos e achados radiológicos indicativos de hemotórax coagulado. Nessa situação, é importante entender que hemotórax coagulado geralmente ocorre quando o sangue na cavidade pleural não é devidamente drenado, ficando retido e posteriormente podendo se infectar (empiema).
    Os sintomas do paciente (dor pleurítica, febre) associam-se à complicação de um hemotórax inicialmente não drenado totalmente. O exame radiológico mostra nível hidroaéreo, e a tomografia indica hemotórax coagulado. O tratamento padrão para hemotórax coagulado é a remoção do coágulo e a devida drenagem da cavidade pleural para evitar complicações como fibrose e empiema.
    Drenos pleurais simples dificilmente são eficientes, já que o conteúdo encontra-se espesso, podendo até estar organizado fibrosamente. Nesse contexto, a videotoracoscopia (VATS) se destaca como a melhor conduta, pois permite a visualização direta, a remoção dos coágulos e a limpeza do espaço pleural de forma menos invasiva que uma toracotomia convencional. A toracotomia, embora também eficaz, é mais invasiva e geralmente reservada para hemotórax crônicos organizados ou se houver falha ou impossibilidade da VATS.
    Os outros métodos apresentados (pleurodese, dreno tipo Blake, irrigação e aspiração com dreno calibroso) não são adequados para hemotórax coagulado. Portanto, a melhor conduta neste caso é a videotoracoscopia (alternativa a).
    Gabarito: a
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