Mulher, 55 anos, tabagista 30 anos/maço, apresenta nódulo pulmonar de 2,5 cm ...

Mulher, 55 anos, tabagista 30 anos/maço, apresenta nódulo pulmonar de 2,5 cm no lobo superior esquerdo (segmento pulmonar anterior). Antecedente de ressecção de câncer de mama há 8 anos seguida de ...


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Mulher, 55 anos, tabagista 30 anos/maço, apresenta nódulo pulmonar de 2,5 cm no lobo superior esquerdo (segmento pulmonar anterior). Antecedente de ressecção de câncer de mama há 8 anos seguida de quimioterapia. Considerando os fatores de risco oncológicos, qual a alternativa mais adequada?
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    22/08/2026 • 18:12
    Vamos analisar essa questão clínica, que envolve uma mulher com relevante história oncológica: câncer de mama já tratado há 8 anos e, agora, um nódulo pulmonar de 2,5 cm. Ela também é tabagista crônica. A banca quer saber qual alternativa é mais adequada sobre a situação considerando o risco oncológico.

    Sobre a alternativa A, está incorreta ao afirmar que metástase de neoplasia de mama está excluída após 5 anos. Apesar de a maioria das metástases de câncer de mama ocorrerem nos primeiros anos, pode haver recidiva tardia, inclusive após 10 ou 20 anos. Então, não podemos descartar metástase.

    Na alternativa B, é mencionado que o antecedente de neoplasia favorece o diagnóstico de tumor (sim, pacientes com histórico de câncer têm maior risco de novas neoplasias). A localização em lobo superior, entretanto, sugere carcinomas pulmonares primários – principalmente em tabagistas. Portanto, esse item está correto.

    A alternativa C diz que a neoplasia de mama frequentemente apresenta metástase isolada no pulmão. Isso é raro. Metástases pulmonares costumam fazer parte de doença sistêmica, raramente isoladas apenas neste órgão.

    A letra D sugere a segmentectomia pulmonar por videotoracoscopia com esvaziamento mediastinal em caso de confirmação de câncer primário pulmonar. Porém, o tratamento padrão para nódulos dessa dimensão em área funcional boa é lobectomia com esvaziamento linfonodal, pois a segmentectomia costuma ser reservada para tumores pequenos (< 2 cm) ou pacientes de alto risco cirúrgico.

    Por fim, a letra E está errada pois apenas uma alternativa está correta. Assim, a opção mais adequada é a letra B.
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