Ingrid Nunes
EQUIPE
30/08/2026 • 11:01
Vamos falar um pouco sobre a cirrose, já que ela é um problema de saúde relevante e com várias causas e mecanismos. Cirrose é a consequência de uma agressão crônica ao fígado que pode ter causas diversas, como álcool, hepatites virais, doença hepática gordurosa não alcoólica, entre outras. O quadro final da cirrose é caracterizado por fibrose hepática extensa, formação de nódulos regenerativos e alteração do fluxo sanguíneo hepático.
Agora, vamos analisar as alternativas. A letra A cita a elastografia, exame que mede a rigidez do fígado; porém, o valor de 5 kPa não é específico para cirrose. Em geral, valores compatíveis com cirrose giram em torno de 12-14 kPa ou mais, dependendo da referência, portanto essa opção está incorreta.
A opção B fala da interrupção do contato dos hepatócitos com os sinusoides (onde circula o sangue do fígado), levando à fibrose e nódulos, impedindo o fluxo portal e causando hipertensão portal. Este é o mecanismo clássico da cirrose: a disrupção da arquitetura hepática dificulta o fluxo sanguíneo, resultando na famosa hipertensão portal.
A alternativa C diz que na lesão hepática crônica há tanto aumento de vasoconstritores quanto de vasodilatadores. Na verdade, na cirrose, há aumento da produção de vasodilatadores como óxido nítrico nos vasos esplâncnicos, o que contribui para a vasodilatação sistêmica e complicações como ascite; os vasoconstritores normalmente estão reduzidos nesse contexto. Por isso, essa opção não está correta.
A opção D menciona que fatores hereditários que afetam o metabolismo lipídico só estariam relacionados à progressão na doença hepática gordurosa não alcoólica e não na alcoolica. Entretanto, fatores genéticos também influenciam a progressão da hepatopatia alcoólica, tornando a alternativa incorreta.
Portanto, a alternativa correta é a letra B.
Agora, vamos analisar as alternativas. A letra A cita a elastografia, exame que mede a rigidez do fígado; porém, o valor de 5 kPa não é específico para cirrose. Em geral, valores compatíveis com cirrose giram em torno de 12-14 kPa ou mais, dependendo da referência, portanto essa opção está incorreta.
A opção B fala da interrupção do contato dos hepatócitos com os sinusoides (onde circula o sangue do fígado), levando à fibrose e nódulos, impedindo o fluxo portal e causando hipertensão portal. Este é o mecanismo clássico da cirrose: a disrupção da arquitetura hepática dificulta o fluxo sanguíneo, resultando na famosa hipertensão portal.
A alternativa C diz que na lesão hepática crônica há tanto aumento de vasoconstritores quanto de vasodilatadores. Na verdade, na cirrose, há aumento da produção de vasodilatadores como óxido nítrico nos vasos esplâncnicos, o que contribui para a vasodilatação sistêmica e complicações como ascite; os vasoconstritores normalmente estão reduzidos nesse contexto. Por isso, essa opção não está correta.
A opção D menciona que fatores hereditários que afetam o metabolismo lipídico só estariam relacionados à progressão na doença hepática gordurosa não alcoólica e não na alcoolica. Entretanto, fatores genéticos também influenciam a progressão da hepatopatia alcoólica, tornando a alternativa incorreta.
Portanto, a alternativa correta é a letra B.