Um homem de 51 anos retorna para acompanhamento após um episódio de artralgia...

Um homem de 51 anos retorna para acompanhamento após um episódio de artralgia aguda. Há seis semanas procurou atendimento devido a dor súbita e edema no tornozelo, que melhoraram rapidamente após u...


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Um homem de 51 anos retorna para acompanhamento após um episódio de artralgia aguda. Há seis semanas procurou atendimento devido a dor súbita e edema no tornozelo, que melhoraram rapidamente após uso de um analgésico não identificado. Desde então, permanece sem sintomas. Ele tem hipercolesterolemia tratada com atorvastatina e histórico de cólicas renais recorrentes. No exame atual, o tornozelo está normal, sem sinais inflamatórios. O nível sérico de ácido úrico é de 9,8 mg/dL. Qual é o melhor medicamento para o manejo a longo prazo desse paciente?
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    30/08/2026 • 11:01
    Vamos analisar esse caso pensando no contexto clínico da gota e calculando o melhor tratamento preventivo. O paciente tem história de uma artrite aguda no tornozelo, sugerindo um quadro de gota, ainda mais com hiperuricemia confirmada (ácido úrico de 9,8 mg/dL) e episódios prévios de cólicas renais, que podem corresponder a nefrolitíase por cristais de ácido úrico. Ele já não tem sintomas no momento, então estamos diante de uma situação de prevenção de novos episódios (tratamento a longo prazo e não da crise aguda).

    Os glicocorticoides (alternativa a) são usados na fase aguda da gota, não para prevenção crônica. O mesmo vale para inibidores da ciclooxigenase (alternativa d), que são os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).

    Os agentes uricosúricos (alternativa b) até poderiam ser considerados, mas têm contraindicações em pacientes com histórico de nefrolitíase (pedras nos rins), como neste caso. Eles aumentam a excreção de ácido úrico e podem facilitar a formação de novos cálculos.

    Já os inibidores da xantina oxidase (alternativa c), como o alopurinol, diminuem a produção de ácido úrico e são a terapia de escolha para prevenção de crises nos casos de hiperuricemia, especialmente naqueles com histórico de cálculo renal.

    Por tudo isso, o melhor manejo a longo prazo é o inibidor da xantina oxidase. Assim, o gabarito é a letra c.
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