Ângelo, 68 anos, masculino, pedreiro aposentado,
natural e residente em São Paulo (SP). Paciente
relata dispneia progressiva há 8 meses, atualmente
aos mínimos esforços. Refere tosse crônica há mais
de 10 anos, inicialmente matinal, com expectoração
esbranquiçada, sem hemoptise. Nas últimas
semanas, nota piora da dispneia e episódios de
chiado, principalmente à noite. Nega febre, dor
torácica ou perda de peso importante. O paciente
apresenta histórico de tabagismo importante, com
carga tabágica de 50 maços-ano, tendo cessado o
hábito há dois anos. Durante a vida profissional,
esteve exposto de forma prolongada à poeira de
cimento e cal em virtude de sua atividade como
pedreiro. Entre as comorbidades, destaca-se
hipertensão arterial sistêmica, atualmente
controlada com o uso de losartana, além de
diagnóstico de osteoartrose. Quanto ao histórico
vacinal, relata vacinação anual contra influenza,
porém não há registro de imunização pneumocócica.
Faz uso de tiotrópio inalatório e da combinação
formoterol/budesonida, embora de maneira
irregular. A seguir estão seus exames
complementares:
Espirometria (pós-broncodilatador):
VEF₁ = 42% do previsto
CVF = 80% do previsto
VEF₁/CVF = 0,48
O diagnóstico de DPOC requer VEF₁/CVF < 0,70
após broncodilatador — o que confirma obstrução
persistente ao fluxo aéreo. Levando em consideração
o caso clínico exposto, sobre a classificação de GOLD
para DPOC, assinale a alternativa em que Ângelo se
enquadra.