David Castilho
EQUIPE
30/08/2026 • 11:01
Vamos analisar essa questão sobre meningite bacteriana, que é um dos temas que mais cai em provas para quem estuda infectologia. O objetivo aqui é analisar quais métodos diagnósticos são realmente confiáveis de acordo com as diretrizes mais atuais da ESCMID.
Começando pela alternativa A, ela diz que o Bacterial Meningitis Score teria 100% de sensibilidade, ou seja, não deixaria passar nenhum caso de meningite bacteriana se aplicado corretamente. Esse dado é exagerado. Nenhum escore ou modelo clínico tem sensibilidade absoluta na prática clínica; sempre existe uma pequena chance de falso negativo, principalmente em populações diferentes ou em contextos de baixa prevalência.
Na letra B, afirma-se que sempre haverá pleocitose (aumento de células), alterações de glicose e proteínas no líquido em todas as meningites bacterianas e em todos os pacientes, inclusive neonatos. Isso não é verdade. Em recém-nascidos, por exemplo, esses achados podem estar ausentes ou pouco alterados, e raramente pacientes tratados precocemente ou imunossuprimidos podem ter exame normal mesmo com meningite bacteriana.
O item C fala que a coloração de Gram tem especificidade quase de 100% (ou seja, quando positiva, praticamente confirma o diagnóstico), o que de fato é verdade. Mas a sensibilidade não é uniforme para todos os agentes: Listeria monocytogenes, por exemplo, costuma ter sensibilidade bem menor do que para pneumococo ou Haemophilus influenzae. Portanto, a frase erra ao afirmar que a sensibilidade é uniforme para todos os principais agentes.
Por fim, a alternativa D aborda a utilidade do lactato no liquor, dizendo que ele tem melhor acurácia do que a contagem de leucócitos para diferenciar a meningite bacteriana de outros tipos. Isso realmente é demonstrado em vários estudos, sendo o lactato extremamente útil para separar causas bacterianas de virais. Porém, a sensibilidade do teste cai bastante se o paciente já tiver recebido antibióticos, com valores que realmente caem de perto de 98% para em torno de 50%, conforme apontado em grandes revisões.
Portanto, a alternativa correta é a letra D.
Começando pela alternativa A, ela diz que o Bacterial Meningitis Score teria 100% de sensibilidade, ou seja, não deixaria passar nenhum caso de meningite bacteriana se aplicado corretamente. Esse dado é exagerado. Nenhum escore ou modelo clínico tem sensibilidade absoluta na prática clínica; sempre existe uma pequena chance de falso negativo, principalmente em populações diferentes ou em contextos de baixa prevalência.
Na letra B, afirma-se que sempre haverá pleocitose (aumento de células), alterações de glicose e proteínas no líquido em todas as meningites bacterianas e em todos os pacientes, inclusive neonatos. Isso não é verdade. Em recém-nascidos, por exemplo, esses achados podem estar ausentes ou pouco alterados, e raramente pacientes tratados precocemente ou imunossuprimidos podem ter exame normal mesmo com meningite bacteriana.
O item C fala que a coloração de Gram tem especificidade quase de 100% (ou seja, quando positiva, praticamente confirma o diagnóstico), o que de fato é verdade. Mas a sensibilidade não é uniforme para todos os agentes: Listeria monocytogenes, por exemplo, costuma ter sensibilidade bem menor do que para pneumococo ou Haemophilus influenzae. Portanto, a frase erra ao afirmar que a sensibilidade é uniforme para todos os principais agentes.
Por fim, a alternativa D aborda a utilidade do lactato no liquor, dizendo que ele tem melhor acurácia do que a contagem de leucócitos para diferenciar a meningite bacteriana de outros tipos. Isso realmente é demonstrado em vários estudos, sendo o lactato extremamente útil para separar causas bacterianas de virais. Porém, a sensibilidade do teste cai bastante se o paciente já tiver recebido antibióticos, com valores que realmente caem de perto de 98% para em torno de 50%, conforme apontado em grandes revisões.
Portanto, a alternativa correta é a letra D.