Ingrid Nunes
EQUIPE
29/08/2026 • 10:01
Vamos dar uma olhada nesse caso clínico, que traz um paciente idoso com sintomas súbitos neurológicos: fraqueza do lado direito do corpo e dificuldade para falar. Esses sintomas começaram há cerca de 90 minutos, então o paciente ainda está, teoricamente, dentro da janela de tempo para intervenções agudas de AVC isquêmico, como trombólise ou trombectomia.
Na avaliação neurológica, ele tem um NIHSS de 14, indicando um déficit moderado a grave, e sinais compatíveis com AVC no território da artéria cerebral média esquerda (hemiparesia, afasia, desvio da rima labial). O exame mostra pressão arterial elevada, mas que não contraindica imediatamente uma abordagem intervencionista.
O ponto-chave aqui é a TC de crânio, que revelou área de hipodensidade precoce envolvendo mais de 1/3 do território da artéria cerebral média. Segundo os principais protocolos internacionais (como o guideline da AHA/ASA), quando essa alteração aparece precocemente na TC antes da trombólise, indica que aquele tecido já está sofrendo necrose cerebral importante e volumosa. Nesses casos, NÃO está indicada trombólise intravenosa devido ao maior risco de transformação hemorrágica e piores desfechos.
Anticoagulação plena também não está indicada, pois aumenta o risco de hemorragia e não tem benefício. Apenas observação clínica negligencia o tratamento de suporte adequado e possíveis terapias de janela estendida (como trombectomia, se indicado). Transferir sem uma avaliação neurovascular imediata também não faz sentido, porque o paciente precisa ser manejado agressivamente e rapidamente dentro do protocolo de AVC.
A alternativa mais indicada nesse contexto (sinais de AVC grave, déficit importante e já com extensa área de isquemia precoce) é considerar trombectomia mecânica. A trombectomia pode trazer benefício mesmo em casos com extensas áreas de isquemia, principalmente em grandes vasos, desde que se respeitem critérios clínicos e de imagem para seleção dos pacientes. Por isso, a melhor conduta é: b) Trombectomia mecânica.
Na avaliação neurológica, ele tem um NIHSS de 14, indicando um déficit moderado a grave, e sinais compatíveis com AVC no território da artéria cerebral média esquerda (hemiparesia, afasia, desvio da rima labial). O exame mostra pressão arterial elevada, mas que não contraindica imediatamente uma abordagem intervencionista.
O ponto-chave aqui é a TC de crânio, que revelou área de hipodensidade precoce envolvendo mais de 1/3 do território da artéria cerebral média. Segundo os principais protocolos internacionais (como o guideline da AHA/ASA), quando essa alteração aparece precocemente na TC antes da trombólise, indica que aquele tecido já está sofrendo necrose cerebral importante e volumosa. Nesses casos, NÃO está indicada trombólise intravenosa devido ao maior risco de transformação hemorrágica e piores desfechos.
Anticoagulação plena também não está indicada, pois aumenta o risco de hemorragia e não tem benefício. Apenas observação clínica negligencia o tratamento de suporte adequado e possíveis terapias de janela estendida (como trombectomia, se indicado). Transferir sem uma avaliação neurovascular imediata também não faz sentido, porque o paciente precisa ser manejado agressivamente e rapidamente dentro do protocolo de AVC.
A alternativa mais indicada nesse contexto (sinais de AVC grave, déficit importante e já com extensa área de isquemia precoce) é considerar trombectomia mecânica. A trombectomia pode trazer benefício mesmo em casos com extensas áreas de isquemia, principalmente em grandes vasos, desde que se respeitem critérios clínicos e de imagem para seleção dos pacientes. Por isso, a melhor conduta é: b) Trombectomia mecânica.