Maria, 67 anos, hipertensa e com insuficiência cardíaca, apresenta PA 80/50 ...

Maria, 67 anos, hipertensa e com insuficiência cardíaca, apresenta PA 80/50 mmHg, FC 160 bpm, irregularmente irregular, paciente sudorética e confusa. Ausculta cardíaca sem sopros e estertores ...


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Maria, 67 anos, hipertensa e com insuficiência cardíaca, apresenta PA 80/50 mmHg, FC 160 bpm, irregularmente irregular, paciente sudorética e confusa. Ausculta cardíaca sem sopros e estertores bibasais leves. Apresentando queixa principal: palpitações súbitas, tontura e sensação de desmaio há 30 minutos. ECG mostra fibrilação atrial com resposta ventricular rápida (~160 bpm). Hemograma, eletrólitos e função renal dentro da normalidade. Levando em consideração o quadro clínico, qual a conduta mais adequada nesta paciente?
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    29/08/2026 • 10:01
    Vamos entender a situação clínica da Maria: ela tem 67 anos, com hipertensão e insuficiência cardíaca, apresentando quadro agudo de palpitações, tontura, confusão e sudorese. Sua frequência cardíaca está muito alta (160 bpm), irregularmente irregular, o que indica fibrilação atrial com resposta ventricular rápida, e a pressão arterial está baixa (80/50 mmHg). Isso caracteriza uma instabilidade hemodinâmica importante.

    O ponto-chave dessa questão é: paciente com fibrilação atrial de início súbito, instável hemodinamicamente (pressão baixa, confusão mental, sintomas graves). Nesse contexto, a conduta prioritária é sempre reverter este quadro por meio da cardioversão elétrica imediata, pois esse procedimento é indicado quando há sinais de instabilidade, independentemente do tempo de início da arritmia. Deixar para usar medicações antiarrítmicas (drogas para controle da frequência ou ritmo) é conduta reservada para pacientes estáveis.

    As alternativas com uso de drogas como verapamil, digoxina, ou antiarrítmicos, não são adequadas em cenário de choque, instabilidade, sinais de baixo débito ou confusão. Essas opções normalmente seriam consideradas se a paciente estivesse estável. Já a cardioversão química imediata (alternativa d) é alternativa apenas quando não se tem cardioversor, mas a preferência é sempre pela cardioversão elétrica no instável.

    Portanto, a resposta correta é a alternativa c: realizar cardioversão elétrica imediata com 200j.

    Gabarito: c
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