Matheus Fernandes
EQUIPE
29/08/2026 • 10:01
Vamos analisar esse quadro clínico juntos. O Rubens é um paciente idoso, com histórico de hipertensão e diabetes, que chega ao pronto-socorro com sintomas bem preocupantes: tontura intensa, fadiga, sensação iminente de desmaio (pré-síncope) e sinais importantes de má perfusão sistêmica (palidez, sudorese, pressão arterial baixa, bradicardia acentuada).
No exame físico, o dado mais marcante é a bradicardia severa (FC 32 bpm, regular), sem sinais de congestão pulmonar. O ECG confirmou bloqueio atrioventricular total (BAVT) com ritmo de escape ventricular. Os exames laboratoriais não evidenciaram alterações que justificassem o quadro, e o uso de metablocadores ou drogas que pudessem agravar a bradicardia também está ausente.
Outro ponto relevante: já foi tentada a atropina, na dose correta, sem resposta clínica ou eletrocardiográfica. Classicamente, a atropina é indicada para tratar bradicardias sintomáticas, mas sua eficácia em casos de BAVT com ritmo de escape ventricular (principalmente se infra-nodal) é muito limitada. Quando não há resposta à atropina, é necessário avançar rapidamente para outro passo.
Dentre as alternativas, continuar apenas observando o paciente seria inadequado (ele está instável!). O beta-bloqueador pioraria ainda mais o quadro. Adrenalina em bolus não é a conduta de escolha nesses casos e pode ter efeitos colaterais indesejados. A dopamina pode ser considerada em situações em que não haja disponibilidade imediata do marcapasso temporário, mas não é a primeira escolha se o recurso está disponível.
O ideal e mais indicado é a instalação de um marcapasso externo ou transvenoso temporário para estabilização do ritmo até a resolução definitiva (implante de marcapasso permanente após avaliação cardiológica). Esse é o padrão ouro em casos de BAV total sintomático e instável refratário a atropina. Portanto, o gabarito correto é a alternativa C.
No exame físico, o dado mais marcante é a bradicardia severa (FC 32 bpm, regular), sem sinais de congestão pulmonar. O ECG confirmou bloqueio atrioventricular total (BAVT) com ritmo de escape ventricular. Os exames laboratoriais não evidenciaram alterações que justificassem o quadro, e o uso de metablocadores ou drogas que pudessem agravar a bradicardia também está ausente.
Outro ponto relevante: já foi tentada a atropina, na dose correta, sem resposta clínica ou eletrocardiográfica. Classicamente, a atropina é indicada para tratar bradicardias sintomáticas, mas sua eficácia em casos de BAVT com ritmo de escape ventricular (principalmente se infra-nodal) é muito limitada. Quando não há resposta à atropina, é necessário avançar rapidamente para outro passo.
Dentre as alternativas, continuar apenas observando o paciente seria inadequado (ele está instável!). O beta-bloqueador pioraria ainda mais o quadro. Adrenalina em bolus não é a conduta de escolha nesses casos e pode ter efeitos colaterais indesejados. A dopamina pode ser considerada em situações em que não haja disponibilidade imediata do marcapasso temporário, mas não é a primeira escolha se o recurso está disponível.
O ideal e mais indicado é a instalação de um marcapasso externo ou transvenoso temporário para estabilização do ritmo até a resolução definitiva (implante de marcapasso permanente após avaliação cardiológica). Esse é o padrão ouro em casos de BAV total sintomático e instável refratário a atropina. Portanto, o gabarito correto é a alternativa C.