Equipe Gabarite
EQUIPE
29/08/2026 • 10:01
Vamos analisar a situação descrita. Augusta é uma paciente de meia-idade que apresenta dores articulares (poliartralgia) progressivas, com rigidez matinal prolongada, inchaço simétrico das pequenas articulações das mãos e punhos, sinais de sinovite (inflamação da membrana articular), nódulos subcutâneos na região do cotovelo (olecraniana), além de sintomas sistêmicos leves como fadiga e secura ocular. Nos exames, tem anemia discreta, aumento de PCR e VHS (ou seja, inflamação), fator reumatoide (FR) positivo e anti-CCP também positivo.
Para identificar a doença, vamos por partes: a apresentação clássica de artrite simétrica nas pequenas articulações das mãos, com rigidez matinal prolongada, nódulos subcutâneos, exames de inflamação elevados, além dos importantes marcadores sorológicos (FR e anti-CCP), compõem o quadro típico de artrite reumatoide. Os anti-CCP e FR são bem característicos desse diagnóstico. O fenômeno de Raynaud e a secura ocular podem aparecer em algumas doenças autoimunes, mas não afastam o diagnóstico principal.
A alternativa a) fala em artrite psoriásica, mas Augusta não tem psoríase de pele nem padrão típico de acometimento (que geralmente é assimétrico, envolve interfalangianas distais e aspecto de “dedo em salsicha”).
A osteoartrite erosiva das pequenas articulações ocorre em idade um pouco mais avançada, tende a ser menos simétrica, não costuma cursar com sinovite ou grandes sinais inflamatórios sistêmicos, nem apresenta anemia, FR ou anti-CCP positivos.
Lúpus pode causar artrite, mas geralmente não é tão destrutiva nem associada a nódulos subcutâneos. E, na ausência de outras manifestações do lúpus (como lesões de pele, alterações hematológicas mais graves, envolvimento renal ou neurológico), o quadro não se encaixa.
Polimialgia reumática geralmente acomete pessoas mais idosas, afeta principalmente cintura escapular e pélvica, produz uma rigidez matinal, mas não causa sinovite nas mãos nem inchaço articular típico, e não é associada a FR e anti-CCP positivos.
Assim, o quadro de Augusta é mais fiel ao diagnóstico de artrite reumatoide. Gabarito: d.
Para identificar a doença, vamos por partes: a apresentação clássica de artrite simétrica nas pequenas articulações das mãos, com rigidez matinal prolongada, nódulos subcutâneos, exames de inflamação elevados, além dos importantes marcadores sorológicos (FR e anti-CCP), compõem o quadro típico de artrite reumatoide. Os anti-CCP e FR são bem característicos desse diagnóstico. O fenômeno de Raynaud e a secura ocular podem aparecer em algumas doenças autoimunes, mas não afastam o diagnóstico principal.
A alternativa a) fala em artrite psoriásica, mas Augusta não tem psoríase de pele nem padrão típico de acometimento (que geralmente é assimétrico, envolve interfalangianas distais e aspecto de “dedo em salsicha”).
A osteoartrite erosiva das pequenas articulações ocorre em idade um pouco mais avançada, tende a ser menos simétrica, não costuma cursar com sinovite ou grandes sinais inflamatórios sistêmicos, nem apresenta anemia, FR ou anti-CCP positivos.
Lúpus pode causar artrite, mas geralmente não é tão destrutiva nem associada a nódulos subcutâneos. E, na ausência de outras manifestações do lúpus (como lesões de pele, alterações hematológicas mais graves, envolvimento renal ou neurológico), o quadro não se encaixa.
Polimialgia reumática geralmente acomete pessoas mais idosas, afeta principalmente cintura escapular e pélvica, produz uma rigidez matinal, mas não causa sinovite nas mãos nem inchaço articular típico, e não é associada a FR e anti-CCP positivos.
Assim, o quadro de Augusta é mais fiel ao diagnóstico de artrite reumatoide. Gabarito: d.