Camila Duarte
EQUIPE
29/08/2026 • 07:01
Vamos analisar essa questão, que traz uma abordagem sobre saúde mental no serviço público e pede uma interpretação baseada no pensamento do sociólogo Charles Wright Mills. O texto da questão faz referência direta ao conceito de "imaginação sociológica" de Mills, que propõe conectar as experiências individuais à história e à estrutura das instituições, superando explicações puramente individuais ou estruturais para compreender fenômenos sociais.
A alternativa (a) fala sobre restringir a análise à contagem dos afastamentos, sem relacioná-los a determinantes sociais. Isso vai contra o conceito de imaginação sociológica, pois nega o elemento estrutural e social. A (c) aponta para um reducionismo individual, atribuindo os afastamentos a fragilidades psicológicas, o que também não corresponde à proposta de Mills. Já a (d) faz o inverso: sugere que apenas a estrutura institucional importa, negando qualquer ação individual, ou seja, dissolve o sujeito na estrutura, outro erro frequente criticado por Mills. E a (e) fala de substituir investigação empírica por julgamentos morais, o que também não é analisado pelo olhar sociológico proposto.
A alternativa (b) propõe converter perturbações individuais em questões públicas, ou seja, entender que o adoecimento mental, embora sentido individualmente, tem raízes e causas ligadas à estrutura social e institucional. É exatamente isso que a imaginação sociológica defende e o que Mills propõe: olhar para além da superfície individual e ligar a biografia à história, ao contexto social. Esta alternativa resume bem o papel do olhar sociológico nesse tipo de diagnóstico.
Portanto, o gabarito é a letra b.
A alternativa (a) fala sobre restringir a análise à contagem dos afastamentos, sem relacioná-los a determinantes sociais. Isso vai contra o conceito de imaginação sociológica, pois nega o elemento estrutural e social. A (c) aponta para um reducionismo individual, atribuindo os afastamentos a fragilidades psicológicas, o que também não corresponde à proposta de Mills. Já a (d) faz o inverso: sugere que apenas a estrutura institucional importa, negando qualquer ação individual, ou seja, dissolve o sujeito na estrutura, outro erro frequente criticado por Mills. E a (e) fala de substituir investigação empírica por julgamentos morais, o que também não é analisado pelo olhar sociológico proposto.
A alternativa (b) propõe converter perturbações individuais em questões públicas, ou seja, entender que o adoecimento mental, embora sentido individualmente, tem raízes e causas ligadas à estrutura social e institucional. É exatamente isso que a imaginação sociológica defende e o que Mills propõe: olhar para além da superfície individual e ligar a biografia à história, ao contexto social. Esta alternativa resume bem o papel do olhar sociológico nesse tipo de diagnóstico.
Portanto, o gabarito é a letra b.