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Leia o trecho a seguir. No Paraná, duas irmãs, de 14 e 16 anos, eram obrigadas pel...


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A questão refere-se ao texto.

Trauma para a vida toda

Cida Barbosa

Neste mundo cruel com crianças e adolescentes, o advento da internet ampliou as formas de agredi-los, de oprimi-los. E as plataformas digitais, sem nenhuma regulamentação, propiciam meios de turbinar essa perversidade. O terreno é fértil, especialmente para predadores sexuais.


Os criminosos estupram crianças — inclusive bebês — e adolescentes e filmam ou fotografam a violência para abastecer o mercado da pornografia infantil. Na imensa maioria dos casos, os molestadores são do núcleo familiar das vítimas: pais, mães, irmãos, tios, avós, primos. As redes sociais também são usadas para induzir meninos e meninas, geralmente com ameaças, a produzir conteúdos sexuais.


No Paraná, duas irmãs, de 14 e 16 anos, eram obrigadas pelo pai e pela madrasta de uma delas a produzir pelo menos 10 vídeos diários de conteúdo pornográfico. Os atos sexuais tinham de ser praticados entre as adolescentes e delas com outras pessoas. A polícia investiga se o material era comercializado em redes sociais.


É inimaginável o trauma causado às duas irmãs, os danos emocionais que as afligem e que, possivelmente, marcarão suas existências para sempre. Segundo a mãe das adolescentes, responsável pela denúncia, o que os criminosos fizeram "acabou com a vida delas". Assim como esse episódio tenebroso do Paraná, ocorre rotineiramente um sem-número de outros por todo o país.


É preciso ter em mente que cada foto, cada vídeo corresponde a uma criança ou um adolescente violentado. Os que produzem, oferecem, compartilham ou armazenam pornografia infantil cometem crime. Quem tem posse ou compartilha o material, ainda que não machuque as vítimas diretamente, contribui para que essa engrenagem nefasta continue a ser movimentada pelo sofrimento delas.


Forças de segurança pública têm combatido a pornografia infantil — vemos operações serem deflagradas pelo país. E é missão hercúlea localizar os abusadores, porque eles usam todo tipo de artimanha no subterrâneo da internet para não serem rastreados. Mas está sendo feito. Em conjunto com o trabalho da polícia, porém, urge disciplinar as redes sociais. As plataformas digitais têm, sim, de se responsabilizar pelos conteúdos postados por usuários. Regular as mídias digitais é, também, proteger, sob vários aspectos, a infância.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br. [Acesso em: set. de 2025].

Leia o trecho a seguir.
No Paraná, duas irmãs, de 14 e 16 anos, eram obrigadas pelo pai e pela madrasta de uma delas a produzir pelo menos 10 vídeos diários de conteúdo pornográfico. Os atos sexuais tinham de ser praticados entre as adolescentes e delas com outras pessoas. A polícia investiga se o material era comercializado em redes sociais.
Os verbos em destaque estão flexionados no pretérito
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    29/08/2026 • 03:01
    Vamos analisar o ponto central dessa questão, que envolve a identificação do tempo e modo em que os verbos 'eram' e 'tinham' estão conjugados no trecho do texto. Esse é um conteúdo muito comum em provas de português, porque exige não só conhecimento gramatical, mas também interpretação do contexto.

    Primeiro, temos que lembrar que os modos verbais indicam a atitude do falante em relação ao fato. O indicativo trata de fatos reais ou prováveis. Já o tempo do verbo, como pretérito imperfeito, perfeito, etc., mostra quando esses fatos aconteceram e sua duração ou continuidade.

    No trecho: 'eram obrigadas pelo pai e pela madrasta' e 'tinham de ser praticados entre as adolescentes', observamos que as ações descritas não aconteceram uma única vez e acabaram, mas sim eram situações recorrentes, habituais, com certa duração.

    O pretérito imperfeito do indicativo em português é usado exatamente para descrever ações contínuas, repetitivas ou habituais no passado, sem indicar claramente o fim delas. E é exatamente o que ocorre nos exemplos apresentados.

    Assim, ambos os verbos estão conjugados no pretérito imperfeito do indicativo. Portanto, o gabarito correto é a alternativa C.
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