Uma mulher de 25 anos, sexualmente ativa, procura o ginecologista queixando-s...

Uma mulher de 25 anos, sexualmente ativa, procura o ginecologista queixando-se de dor pélvica de início recente, que se tornou mais intensa, especialmente durante e logo após os períodos menstruais...


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Uma mulher de 25 anos, sexualmente ativa, procura o ginecologista queixando-se de dor pélvica de início recente, que se tornou mais intensa, especialmente durante e logo após os períodos menstruais. Ela também relata um aumento no volume e alteração na coloração do corrimento vaginal, que agora apresenta um odor desagradável. Ao exame físico, a paciente refere dor à mobilização do colo uterino e sensibilidade à palpação dos anexos. Qual das seguintes alterações no padrão menstrual é frequentemente observada ou exacerbada no contexto desta condição?
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    28/08/2026 • 19:01
    Vamos analisar essa questão, que traz o caso de uma paciente jovem com dor pélvica aguda, corrimento vaginal com odor desagradável e dor à mobilização do colo uterino, além de dor nos anexos ao exame físico. Esse quadro é clássico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), condição infecciosa que afeta útero, trompas e ovários e costuma estar relacionada à infecção sexualmente transmissível.
    Em relação às manifestações menstruais na DIP, é super comum observar a exacerbação da dismenorreia, ou seja, aquela dor intensa durante ou após a menstruação, especialmente quando ela se torna progressivamente pior. Isso ocorre porque a inflamação dos tecidos pélvicos deixa a região mais sensível e dolorida durante o ciclo menstrual, sobretudo naqueles casos em que a paciente antes não sentia tanta dor.
    Vamos analisar as alternativas: polimenorreia como único sintoma menstrual (letra b) não é típico da DIP; amenorreia primária (letra c) não está relacionada a quadros infecciosos desse tipo; menorragia isolada sem dor (letra d) não traduz o quadro característico, já que a dor é que mais chama atenção; e sangramento pós-coito sem alteração em duração/fluxo (letra e) também não fecha o diagnóstico. Portanto, a alternativa correta é a letra a: dismenorreia secundária de intensidade progressiva ou início de dismenorreia severa.
    Gabarito: letra a.
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