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No estudo das abordagens de implementação de políticas públicas, o texto contrapõe os determinantes que levam ao sucesso de uma intervenção estatal aos fatores que culminam no seu insucesso. Do pon...


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Implementação de políticas públicas

As políticas públicas, como campo do conhecimento, têm sua origem na ciência política americana e remonta aos estudos da década de 1950. O termo poltcy scíences foi criado por Harold Lasswell em 1951 e designa o estudo das políticas públicas como uma ciência aplicada. Para Lasswell (1951), as políticas públicas mereciam ser consideradas um objeto de estudo próprio, com o intuito de aumentar a racionalidade das decisões das organizações públicas.
Existem inúmeras definições para o termo "políticas públicas" na literatura do campo. Entretanto, não existe uma única, nem melhor, definição sobre o que seja política pública. De modo geral, as políticas públicas podem ser compreendidas como o conjunto de ações e atividades empreendidas pelos governos com a finalidade de produzir mudanças na economia e na sociedade. Diante das muitas definições, infere-se que o estudo da política pública é um fenômeno complexo multidisciplinar, que envolve diversas áreas de conhecimento, e com multiplicidade de atores, internos e externos ao Estado.
Com o objetivo de aprimorar a racionalidade dos estudos de políticas públicas, Lasswell (1951) delineou uma abordagem para a análise das políticas que propunha observá-las como um processo (policy process). O estudo da política pública como processo parte do pressuposto de que sua formação ocorre a partir de um conjunto inter-relacionado de estágios, por meio dos quais os temas e as deliberações fluem de forma mais ou menos sequencial. A perspectiva de etapas ou ciclos baseia-se na ideia de que todas as políticas passam pelos mesmos estágios, permitindo não apenas simplificar a compreensão do complexo processo de produção de políticas, mas também destacar seus aspectos centrais, como formulação, implementação e avaliação, entre outros, facilitando e impulsionando o desenvolvimento do próprio campo de estudos.
O enfoque sobre a fase de implementação das políticas públicas constitui uma perspectiva relativamente recente na agenda de pesquisas dedicadas ao campo das políticas públicas. A implementação de políticas públicas é uma tarefa árdua e complexa, que envolve uma serie de fatores e atores, sendo que as decisões tomadas nessa etapa são cruciais para o sucesso das iniciativas governamentais. Na literatura, distintos modelos de análise e abordagens para a compreensão do processo de implementação foram desenvolvidos ao longo de diferentes gerações de pesquisas, que enfatizam perspectivas diversas, com destaque para os modelos top-down e bottom-up.
O modelo top-down (de cima para baixo) caracteriza-se como um processo hierárquico e verticalizado, no qual as políticas são formuladas por agentes do alto escalão,legitimadas pelo grupo político que as comanda e, posteriormente, traduzidas em instruções aos níveis hierárquicos inferiores, ate alcançarem o público beneficiário. A abordagem botton-up (de baixo para cima), por sua vez, inicia a análise na outra extremidade do processo de implementação, com o objetivo de compreender a atuação dos implementadores da linha de frente, demonstrando que o sucesso ou o insucesso dos programas depende, em grande medida, das habilidades e das decisões dos atores envolvidos na implementação. Os debates em torno das abordagens top-down e bottom-up conduziram à formação de uma nova geração de estudos, sustentada pela compreensão de que são necessários olhares integrados, capazes de articular diferentes planos analíticos e conciliar estratégias dedutivas e indutivas.

Fonte: PIMENTEL, R. G. R; FERREIRA, V. R. S. Redes de cooperação e implementação de políticas públicas: análise sistemática do tema. Revista Brasileira de Gestão Pública, v. 4, n. l, 2025 (com adaptações).
No estudo das abordagens de implementação de políticas públicas, o texto contrapõe os determinantes que levam ao sucesso de uma intervenção estatal aos fatores que culminam no seu insucesso. Do ponto de vista da estrutura e formação de palavras, o elemento in-presente no vocábulo insucesso:
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    28/08/2026 • 18:01
    Vamos analisar essa questão que envolve a estrutura e formação de palavras, especificamente sobre o uso do elemento 'in-' no vocábulo 'insucesso'. O texto traz à tona o tema das políticas públicas e menciona os fatores de sucesso e insucesso das intervenções estatais, pedindo que você identifique a função morfológica do prefixo 'in-' na palavra 'insucesso'.

    O primeiro passo é entender o que a palavra 'insucesso' significa. 'Sucesso' é um substantivo derivado do latim 'successus', que quer dizer bom resultado ou êxito. Ao adicionar o elemento 'in-' na frente, o significado se torna o oposto, ou seja, fracasso, ausência de sucesso. Portanto, o prefixo 'in-' geralmente expressa ideia de negação ou ausência.

    Agora vamos às alternativas:
    a) O morfema de intensidade ampliaria o sentido do substantivo no sentido de mais sucesso, o que não ocorre.
    b) De fato, 'in-' é um prefixo que tem valor de negação, privação ou oposição. Por exemplo: 'incapaz', 'injusto', 'infeliz'.
    c) Um radical de origem grega que indica interioridade seria o prefixo 'endo-' ou em latim seria 'in-' ou 'im-' para indicar algo como 'inserir', mas em 'insucesso' isso não ocorre, pois não há ideia de interioridade.
    d) Sufixo de negação? Não! O elemento de negação está no começo, e prefixos vêm antes do radical, sufixos vêm depois. Além disso, o sufixo de negação não costuma alterar a classe do vocábulo, e aqui não houve mudança de classe.

    Portanto, a alternativa correta é a letra B: o 'in-' em 'insucesso' é mesmo um prefixo com valor de negação, privação ou oposição.
    Gabarito: letra b.
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