Marcos de Castro
EQUIPE
28/08/2026 • 11:01
Vamos analisar essa questão envolvendo infecção do trato urinário (ITU), muito comum em mulheres jovens. A paciente apresenta sintomas clássicos de ITU: disúria, urgência miccional e dor suprapúbica, todos com início recente. Isso já sugere uma infecção baixa do trato urinário, muito provavelmente uma cistite.
O exame de urina (EAS) mostra leucócitos numerosos (indicando resposta inflamatória) e nitrito positivo. O nitrito positivo costuma indicar a presença de bactérias Gram-negativas que transformam nitrato em nitrito, como a Escherichia coli, o agente mais comum de ITU.
A urocultura mostrou crescimento maior que 100.000 UFC/mL de Escherichia coli, confirmando, junto do quadro clínico, o diagnóstico de ITU. O antibiograma mostrou resistência à amoxicilina, mas sensibilidade a ciprofloxacina, norfloxacina e ceftriaxona.
Vamos analisar as alternativas:
A alternativa A está incorreta porque o tratamento empírico não precisa usar obrigatoriamente amoxicilina (que nem é a primeira escolha, pois E. coli costuma ser resistente). Além disso, em casos de falha terapêutica ou em infecções recorrentes, o antibiograma é sim importante.
A alternativa B erra feio ao dizer que E. coli encontrada na urina não tem significado clínico—é exatamente a bactéria mais comum de ITU.
A alternativa C está errada, pois uma alta contagem como essa, com sintomas clássicos, não sugere contaminação, mas infecção verdadeira. Não há indicação de repetir exame.
Por fim, a alternativa D está correta: o exame confirma ITU e o tratamento deve ser guiado conforme o perfil do antibiograma, principalmente porque já identificou resistência à amoxicilina.
Portanto, o gabarito é a letra D.
O exame de urina (EAS) mostra leucócitos numerosos (indicando resposta inflamatória) e nitrito positivo. O nitrito positivo costuma indicar a presença de bactérias Gram-negativas que transformam nitrato em nitrito, como a Escherichia coli, o agente mais comum de ITU.
A urocultura mostrou crescimento maior que 100.000 UFC/mL de Escherichia coli, confirmando, junto do quadro clínico, o diagnóstico de ITU. O antibiograma mostrou resistência à amoxicilina, mas sensibilidade a ciprofloxacina, norfloxacina e ceftriaxona.
Vamos analisar as alternativas:
A alternativa A está incorreta porque o tratamento empírico não precisa usar obrigatoriamente amoxicilina (que nem é a primeira escolha, pois E. coli costuma ser resistente). Além disso, em casos de falha terapêutica ou em infecções recorrentes, o antibiograma é sim importante.
A alternativa B erra feio ao dizer que E. coli encontrada na urina não tem significado clínico—é exatamente a bactéria mais comum de ITU.
A alternativa C está errada, pois uma alta contagem como essa, com sintomas clássicos, não sugere contaminação, mas infecção verdadeira. Não há indicação de repetir exame.
Por fim, a alternativa D está correta: o exame confirma ITU e o tratamento deve ser guiado conforme o perfil do antibiograma, principalmente porque já identificou resistência à amoxicilina.
Portanto, o gabarito é a letra D.