História Clínica: Paciente, 28 anos, nuligesta, comparece ao consultório ginecológico
queixando-se de dor pélvica crônica há cerca de 3 anos, com piora progressiva. Refere
dismenorreia intensa (escala visual analógica de dor = 9/10) que não melhora com antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), além de dispareunia de profundidade e episódios de
disquezia (dor ao evacuar) durante o período menstrual.
- Exame Físico: Ao toque vaginal combinado, apresenta útero retrovertido, com mobilidade
reduzida e dor à mobilização cervical. Presença de espessamento e nodularidade dolorosa
em região de ligamentos uterossacros e fundo de saco posterior.
- Exames Complementares: A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a
ressonância magnética da pelve demonstraram focos de endometriose profunda
acometendo ligamentos uterossacros e parede anterior do reto (comprometendo a camada
muscular, sem invasão da mucosa), além de um endometrioma de 4 cm no ovário
esquerdo. Diante do quadro refratário e do desejo de gestação futura, optou-se pela
abordagem cirúrgica por videolaparoscopia.
Com base no caso clínico exposto e nas diretrizes atuais sobre o diagnóstico e tratamento
cirúrgico da endometriose por videolaparoscopia, assinale a alternativa INCORRETA: