Um paciente de 68 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, insuficiência cardíaca com fração de
ejeção reduzida, doença renal crônica estágio 3b e transtorno de ansiedade generalizada, encontra-se em
acompanhamento em um ambulatório especializado. Sua farmacoterapia atual inclui Metformina, Insulina
glargina, Losartana, Furosemida, Espironolactona e Diazepam de uso contínuo há mais de 2 anos. Exames
laboratoriais recentes evidenciam Taxa de Filtração Glomerular (TFG) estimada de 38 mL/min/1,73 m²,
potássio sérico de 5,6 mEq/L e episódios recorrentes de hipoglicemia noturna. O paciente refere fadiga,
sonolência diurna e dificuldade de adesão ao regime terapêutico. Considerando os princípios da farmácia
clínica, o manejo de pacientes com multimorbidades e a identificação de problemas relacionados a
medicamentos (PRMs), assinale a alternativa CORRETA.
a) A presença de hipercalemia e redução da função renal não configura, necessariamente, um PRM relevante,
uma vez que tais achados são esperados na progressão natural da doença renal crônica, não exigindo
intervenção farmacêutica imediata.
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b) O acompanhamento farmacoterapêutico deve priorizar exclusivamente a otimização do controle glicêmico,
sendo secundária a avaliação de riscos associados a interações medicamentosas e efeitos adversos, desde que
os parâmetros laboratoriais estejam próximos dos valores de referência.
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c) A identificação simultânea de risco de hipercalemia associado ao uso de Losartana e Espironolactona,
episódios de hipoglicemia relacionados à Insulina glargina e possível sedação excessiva pelo uso prolongado
de Diazepam caracteriza múltiplos PRMs, demandando intervenções farmacêuticas individualizadas,
monitoramento contínuo e articulação com a equipe multiprofissional.
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d) A complexidade da farmacoterapia em pacientes com multimorbidades limita a atuação do farmacêutico à
educação em saúde, sendo as intervenções clínicas dependentes exclusivamente de decisão médica.
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