Matheus Fernandes
EQUIPE
17/09/2026 • 08:01
Vamos falar sobre semiologia das doenças cardiovasculares, que é a parte da medicina que estuda os sinais e sintomas para ajudar no diagnóstico. É muito importante conhecer os sinais específicos, como tipos de sopros e pulso, para identificar as doenças do coração.
Começando pela alternativa a), o pulso de Corrigan, também chamado de pulso saltatório, não está relacionado à estenose mitral, mas sim à insuficiência aórtica grave. Ele é característico de condições com alto débito cardíaco e pulso muito forte e rápido, então essa alternativa está incorreta.
Na alternativa b), o sopro da insuficiência mitral não é telessistólico e nem em timbre de maquinaria. O sopro típico da insuficiência mitral é holossistólico (ou pansistólico), ou seja, dura toda a sístole, e tende a aumentar com manobras que aumentam a pré-carga, como a inspiração profunda. Portanto, essa alternativa também está errada.
Na alternativa c), diz que o sopro da estenose tricúspide é holossistólico e diminui com a inspiração profunda. Na verdade, o sopro da estenose tricúspide é diastólico (porque é obstrução à passagem do sangue no diástole), e geralmente o sopro aumenta na inspiração (sinal de Rivero-Carvallo). Então, a alternativa está incorreta.
Já a alternativa d) apresenta uma descrição que bate exatamente com a estenose aórtica grave: o pulso parvus et tardus (fraco e tardio), o sopro sistólico ejetivo no foco aórtico que irradia para as carótidas, e o desdobramento paradoxal da segunda bulha (B2). Tudo isso é clássico e correto.
Por fim, a alternativa e) afirma que o sopro diastólico aspirativo no foco aórtico acessório é característico da persistência do canal arterial, o que está errado. Esse sopro está associado na persistência do canal arterial, mas o sopro característico é contínuo e localizado no foco pulmonar, não aspirativo e diastólico no foco aórtico acessório.
Portanto, a única alternativa correta é a d).
Começando pela alternativa a), o pulso de Corrigan, também chamado de pulso saltatório, não está relacionado à estenose mitral, mas sim à insuficiência aórtica grave. Ele é característico de condições com alto débito cardíaco e pulso muito forte e rápido, então essa alternativa está incorreta.
Na alternativa b), o sopro da insuficiência mitral não é telessistólico e nem em timbre de maquinaria. O sopro típico da insuficiência mitral é holossistólico (ou pansistólico), ou seja, dura toda a sístole, e tende a aumentar com manobras que aumentam a pré-carga, como a inspiração profunda. Portanto, essa alternativa também está errada.
Na alternativa c), diz que o sopro da estenose tricúspide é holossistólico e diminui com a inspiração profunda. Na verdade, o sopro da estenose tricúspide é diastólico (porque é obstrução à passagem do sangue no diástole), e geralmente o sopro aumenta na inspiração (sinal de Rivero-Carvallo). Então, a alternativa está incorreta.
Já a alternativa d) apresenta uma descrição que bate exatamente com a estenose aórtica grave: o pulso parvus et tardus (fraco e tardio), o sopro sistólico ejetivo no foco aórtico que irradia para as carótidas, e o desdobramento paradoxal da segunda bulha (B2). Tudo isso é clássico e correto.
Por fim, a alternativa e) afirma que o sopro diastólico aspirativo no foco aórtico acessório é característico da persistência do canal arterial, o que está errado. Esse sopro está associado na persistência do canal arterial, mas o sopro característico é contínuo e localizado no foco pulmonar, não aspirativo e diastólico no foco aórtico acessório.
Portanto, a única alternativa correta é a d).