Considere as passagens a seguir: – “As cidades que decidiram

Considere as passagens a seguir: – “As cidades que decidiram banir o Airbnb” (título) – “… ou enfrentar horas ...


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As cidades que decidiram banir o Airbnb

Em 2024, o prefeito de Barcelona, na Espanha, Jaume Collboni, anunciou seus planos de proibir aluguéis de imóveis de curto prazo na cidade, a partir de novembro de 2028. A decisão pretende solucionar o que Collboni descreve como “o maior problema de Barcelona” — a crise de moradia que retirou moradores e trabalhadores do mercado habitacional, devido aos altos preços dos imóveis. A medida irá devolver ao mercado de moradia os 10 mil apartamentos destinados atualmente a aluguel de curto prazo.

Barcelona não é a única cidade a criar regulamentações rigorosas — ou até proibições — para os aluguéis de curto prazo. Desde setembro de 2023, é ilegal alugar apartamentos por curto prazo em Nova York, nos Estados Unidos, a menos que o proprietário tenha domicílio na cidade e esteja presente no imóvel quando ele for alugado. Essa medida também foi tomada para reduzir a crise habitacional da cidade.

A capital alemã, Berlim, proibiu os aluguéis de curto prazo já em 2014. Eles retornaram em 2018, com sérias restrições. Também muitas cidades litorâneas da Califórnia, nos Estados Unidos, incluindo Santa Mônica, proíbem ou impõem fortes restrições aos aluguéis de curto prazo.

Todo esse movimento faz parte de uma questão mais ampla: quem se beneficia com o turismo e onde fica o equilíbrio entre os benefícios para os turistas e para os moradores locais. O mercado de aluguel de curto prazo desregulou enormemente o setor do turismo. São oferecidas acomodações flexíveis em cidades de todo o mundo, com a promessa de “morar como um habitante local”, que os hotéis não conseguem atender.

Mas por que os responsáveis pelo turismo e os conselhos municipais recorrem a proibições? O real motivo talvez não seja apenas questão de números, mas a forma como os moradores locais se sentem em relação ao turismo. Em cidades lotadas de turistas, os moradores locais são rotineiramente excluídos do mercado habitacional, devido aos altos preços. Eles são forçados a morar em carros ou enfrentar horas de transporte para trabalhar todos os dias. Nessa situação, parece imensamente injusto encontrar cidades tomadas por imóveis para aluguel de temporada, que permanecem fechados na maior parte do ano e poderiam beneficiar os moradores locais.

(BBC, “As cidades que decidiram banir o Airbnb”. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw8y78j41z4o. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:
– “As cidades que decidiram banir o Airbnb” (título) – “… ou enfrentar horas de transporte para trabalhar todos os dias.” (5° parágrafo)
Preservando o sentido do contexto em que estão inseridos, os termos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    17/09/2026 • 07:02
    Vamos analisar os dois termos destacados na questão: 'banir' e 'enfrentar'. O verbo 'banir' no título refere-se à ação de proibir, impedir ou vetar algo, ou seja, retirar a permissão para que algo ocorra. Portanto, uma boa substituição seria um verbo que tenha o sentido de proibir ou vetar. Já o verbo 'enfrentar', do trecho 'enfrentar horas de transporte', sugere lidar, suportar ou passar por uma situação difícil, que exige resistência ou enfrentamento direto. Com isso, vamos analisar as alternativas:

    - 'eliminar' tem semelhante sentido a banir, mas 'criticar' para enfrentar não é adequado, pois criticar significa apontar defeitos, não lidar com uma dificuldade.
    - 'restituir' não tem sentido próximo de banir; 'confrontar' pode ter sentido próximo de enfrentar, mas o primeiro não.
    - 'regulamentar' não é sinônimo de banir, e 'disputar' não substitui enfrentar no sentido dado.
    - 'vetar' é sinônimo de banir, no sentido de proibir; 'suportar' é sinônimo de enfrentar no contexto de lidar com sofrimento ou dificuldades. Essa combinação funciona muito bem.
    - 'exilar' não equivale a banir no sentido apresentado e 'evadir' não significa enfrentar.

    Portanto, a única alternativa que preserva o sentido no contexto para ambos os termos é a alternativa (d). Gabarito: d.
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