Sobre o uso do verbo “estar” na passagem “Em um mundo que nunca esteve tão co...

Sobre o uso do verbo “estar” na passagem “Em um mundo que nunca esteve tão conectado, talvez estejamos cada vez mais distantes de nós mesmos.”, é CORRETO afi...


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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão abaixo, que a ele se referem.

Texto 01


Os sonhos que pegamos emprestados


E se a vida que você está tentando construir nem for a vida que você realmente deseja?

A pergunta pode soar desconfortável, mas talvez nunca tenha sido tão necessária. Vivemos em uma época de muita influência e informação, em que somos expostos, diariamente, a milhares de referências sobre como viver, o que conquistar, o que comprar, para onde viajar, como trabalhar, amar, criar os filhos e até descansar. Nunca tivemos tanta liberdade de escolha. E, paradoxalmente, nunca foi tão fácil perder de vista aquilo que realmente queremos.

Em meio a tanto ruído, uma pergunta simples pode se tornar revolucionária: os sonhos que você sonha são realmente seus?

A todo momento somos atravessados por notícias, opiniões, tendências, expectativas e desejos que chegam de todos os lados. As redes sociais nos mostram vidas aparentemente perfeitas. O mercado nos apresenta novas necessidades. A sociedade define o que significa sucesso. E, sem perceber, vamos preenchendo nossa lista de prioridades com vontades que talvez não tenham nascido de dentro de nós.

Estamos tão acostumados a seguir roteiros prontos que muitas vezes confundimos admiração com desejo, influência com autoridade e aprovação com felicidade. Passamos a perseguir metas que parecem importantes porque são valorizadas por todos ao nosso redor, sem nos perguntar se elas também fazem sentido para nós.

Em um mundo que nunca esteve tão conectado, talvez estejamos cada vez mais distantes de nós mesmos. A velocidade dos dias dificulta a escuta interior. Pulamos de tarefa em tarefa, de tela em tela, de estímulo em estímulo. Fazemos escolhas quase automáticas, sem perceber que cada decisão está desenhando a realidade que habitamos.

Por isso, talvez uma das tarefas mais importantes da vida seja desenvolver a coragem de investigar os próprios desejos. Não o que sua família espera. Não o que sua profissão exige. Não o que parece certo aos olhos dos outros. Mas aquilo que continua fazendo sentido quando todas as vozes externas se calam.

O que faz seu coração vibrar? O que desperta sua curiosidade? Quais momentos fazem você perder a noção do tempo? Com quem você gosta de estar? E, tão importante quanto isso: o que você não quer para a sua vida?

Quando alguém reconhece seus desejos, valores e prioridades, algo muda. As decisões passam a fazer mais sentido. A agenda se organiza de outra forma. Os relacionamentos ganham novos contornos. O trabalho encontra significado. A vida deixa de ser apenas uma sequência de obrigações e começa a refletir quem se é de verdade. Porque existe uma força silenciosa na autenticidade.

Quando você sabe quem é e o que deseja, sua energia deixa de ser consumida com o que não conecta com o seu coração. Ela passa a ser direcionada para construir uma vida coerente com aquilo que importa. Talvez seja por isso que pessoas autênticas exerçam tanto magnetismo. Não porque sejam perfeitas ou tenham todas as respostas, mas porque existe algo profundamente inspirador em quem tem a coragem de honrar a própria verdade.

Isso não significa ignorar responsabilidades nem viver de forma egoísta. Significa reconhecer que uma vida plena não pode ser construída apenas a partir das demandas externas. Ela precisa reservar espaço para aquilo que nutre a alma, desperta entusiasmo e produz uma sensação genuína de pertencimento.

No fim das contas, a pergunta “o que você quer da vida de verdade?” não busca uma resposta definitiva. Ela é um convite permanente. Um convite para questionar padrões. Para diferenciar o que é sonho seu e o que é sonho que você pegou emprestado. Para olhar para dentro com mais honestidade e atenção. Porque, quando encontramos coragem para escutar o que realmente importa, nossas escolhas passam a refletir quem somos de verdade.


Fonte: SESSO, Giuliana. Os sonhos que pegamos emprestados. Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Sobre o uso do verbo “estar” na passagem “Em um mundo que nunca esteve tão conectado, talvez estejamos cada vez mais distantes de nós mesmos.”, é CORRETO afirmar que ele expressa
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    01/09/2026 • 11:02
    Vamos conversar um pouco sobre os verbos e os seus modos e tempos para entender melhor essa questão. O verbo 'estar' pode expressar diferentes nuances dependendo do modo e do tempo em que é usado. Na frase apresentada, temos duas ocorrências do verbo 'estar': "nunca esteve tão conectado" e "estejamos cada vez mais distantes".

    Na primeira ocorrência, "nunca esteve tão conectado", o verbo 'estar' está conjugado no pretérito perfeito do indicativo, que indica uma ação concreta e certa no passado.

    Na segunda ocorrência, "estejamos cada vez mais distantes", o verbo está no presente do subjuntivo, que expressa possibilidade, dúvida, condição ou hipóteses, e por isso não indica certeza.

    Assim, o verbo expressa certeza na primeira ocorrência (pretérito perfeito do indicativo) e dúvida ou possibilidade na segunda (presente do subjuntivo). Portanto, a alternativa correta é a letra a), que afirma que ele expressa certeza na primeira ocorrência.
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