Um médico-veterinário avaliou o protocolo de...

Um médico-veterinário avaliou o protocolo de imunização de uma ninhada de cães que recebeu vacinas essenciais de vírus vivo modificado às 6, 9 e 12 semanas de idade...


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Um médico-veterinário avaliou o protocolo de imunização de uma ninhada de cães que recebeu vacinas essenciais de vírus vivo modificado às 6, 9 e 12 semanas de idade. Embora os animais estivessem clinicamente saudáveis e as vacinas fossem conservadas e administradas corretamente, não foi possível assegurar que todos tivessem desenvolvido resposta imune ativa após a última aplicação.

Considerando os mecanismos imunológicos envolvidos na vacinação de filhotes, assinale a alternativa CORRETA.

Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    01/09/2026 • 04:02
    Vamos falar um pouco sobre a vacinação de filhotes e como o sistema imunológico deles reage. Quando os filhotes nascem, eles recebem anticorpos maternos, principalmente via colostro, que os protegem inicialmente contra várias doenças. Mas esses anticorpos também podem atrapalhar a resposta imune às vacinas, porque eles neutralizam o antígeno presente na vacina antes que o sistema imunológico do filhote consiga montar sua própria defesa.

    Esse fenômeno é conhecido como interferência da imunidade passiva (anticorpos maternos) com a imunidade ativa (causada pela vacinação). Por isso, o protocolo de vacinas em filhotes geralmente prevê múltiplas doses, aplicadas em intervalos regulares durante várias semanas, para garantir que o filhote seja imunizado efetivamente assim que os anticorpos maternos diminuírem o suficiente.

    Agora, vamos analisar as alternativas:

    - Alternativa a está errada porque a proteção passiva não é uniforme entre os filhotes; varia muito, então uma única dose às 12 semanas não garante imunização total.
    - Alternativa b está incorreta, pois a ausência de resposta não decorre da imaturidade dos linfócitos B, que funciona mesmo em filhotes, e, na verdade, vacinas vivas costumam induzir melhor imunidade nesse caso.
    - Alternativa c está errada porque a vacinação repetida não elimina imediatamente anticorpos maternos e intervalos inferiores a 7 dias são geralmente ineficazes para estimular resposta adequada.
    - Alternativa d está errada porque os anticorpos maternos não impedem exclusivamente os linfócitos T citotóxicos, e a repetição das doses não deve ser suspensa arbitrariamente às 12 semanas.
    - Alternativa e está correta pois explica que os anticorpos maternos podem neutralizar os antígenos da vacina sem garantir proteção suficiente, o que demanda prosseguir com a série vacinal até pelo menos 16 semanas para garantir imunização ativa efetiva.

    Portanto, a alternativa correta é a letra e.
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