A bursite trocantérica é uma inflamação das bolsas
localizadas na região do trocanter maior do fêmur. É
uma patologia que pode ocorrer por uma artropatia
inflamatória ou processo degenerativo; a obesidade,
associada ao aumento de idade ou à artrite, é outro
fator de risco por biomecanicamente aumentar a
sobrecarga na articulação coxofemoral; e,
traumatismos diretos sobre o trocanter maior do
fêmur também podem causar lesão e inflamação
local. É importante ressaltar que quando o paciente
busca o diagnóstico e o tratamento nos primeiros
sintomas e sinais da doença, o prognóstico é
favorável e há maior probabilidade de resolução do
quadro com medidas conservadoras. Diante do
exposto, analise as assertivas a respeito da avaliação
fisioterapêutica de pacientes com bursite
trocantérica e assinale a alternativa correta.
I. No início do processo de avaliação do paciente,
algumas condições devem ser consideradas, como o
índice de massa corporal, para verificar o grau de
obesidade, já que este é um fator de risco para a
bursite. A idade também deve ser levada em conta
pela faixa etária de risco para a patologia e também
pelos idosos terem um processo degenerativo
progressivo das suas articulações.
II. Na coleta da história do paciente, é necessário levar
em consideração que na artropatia inflamatória ou
na osteoartrose, o tempo de ocorrência e a sua
progressão são importantes na avaliação do
paciente; patologias de coluna lombar ou cirurgia
prévia de quadril podem elucidar a causa da bursite.
O paciente também pode relatar, na consulta,
alguma queda ou contusão sobre a região
trocanteriana.
III. Durante a inspeção, a presença da inflamação latente
irá demonstrar eritema local, da mesma forma que
algum traumatismo será representado por uma lesão
aberta ou um arroxeado sobre a pele. Também deve
ser verificada qualquer desigualdade entre o
comprimento dos membros inferiores. Em casos
crônicos de bursite, é identificado um estado de
atrofia do quadríceps e da região glútea.
IV. Na palpação, uma pressão leve sobre a bursa
(anterior ao trocanter maior) desencadeia intensa
dor e desconforto. Há, também, hipossensibilidade à
palpação profunda sobre o trocanter maior, o que
sugere tendinite do tendão do quadrado lombar.
V. No exame físico, a rotação interna do quadril é
dolorosa e causa desconforto, mas são incomuns estes
sintomas durante a rotação externa. A amplitude de
movimento de adução do quadril não é restrita,
sendo que a dor diminui ao realizar-se a abdução e
melhora na abdução contrarresistência. Na
movimentação passiva, a amplitude de movimento
do quadril geralmente é incompleta. Além disso, o
paciente apresenta sinal de Trendelenburg negativo
e a sua marcha é normal.
VI. A baropodometria computadorizada é um recurso
que pode ser aliado do fisioterapeuta na avaliação
dos pacientes. É um sistema que utiliza palmilhas
extremamente finas, introduzidas no interior do
calçado do paciente, transmitindo informações de
pressão plantar para um computador e
armazenando todas as informações adquiridas em
níveis estático e dinâmico. Por meio dos resultados
obtidos pela unidade gramas por centímetros
quadrados e a imagem fornecida pela tela do
computador, podem ser verificadas alterações na marcha, pontos de maior pressão e alterações
posturais, elucidando a causa da bursite
trocantérica, seja ela uma alteração postural ou uma
desigualdade entre comprimentos de membros.