O fisioterapeuta se depara no seu dia a dia com
pacientes com diversas patologias, sejam elas
musculoesqueléticas, cardiovasculares, neurológias,
respiratórias, uroginecológicas. E para tratar esses
pacientes da melhor forma possível, é necessário que
o fisioterapeuta tenha uma boa compreensão a
respeito da doença, dos seus agravantes, o que ela
compromete e suas consequências. Diante do
exposto, analise as assertivas a respeito das
patologias que podem acometer o sistema
respiratório e assinale a alternativa correta.
I. No pneumotórax, o pulmão sofre colapso à medida
que o ar sai para fora da cavidade pleural, seja a
partir do interior dos pulmões ou a partir da
atmosfera, através de uma parede torácica
perfurada. A combinação de retração elástica do
pulmão e tensão superficial provoca colapso do
pulmão quando as pressões pleural e das vias
respiratórias tornam-se diferentes.
II. A síndrome do desconforto respiratório do recémnascido trata-se de uma causa importante de morte
em recém-nascidos prematuros, nos quais as células
que sintetizam o surfactante estão maturas e
funcionando adequadamente. Os movimentos
respiratórios do feto necessitam de surfactante, visto
que os pulmões não estão preenchidos de líquido
amniótico e o feto não recebe oxigênio do sangue
materno por meio da placenta. Em virtude da alta
complacência pulmonar, o recém-nascido afetado
(pela síndrome) só pode expirar por meio de esforços
extremamente extenuantes, os quais podem causar,
em última instância, exaustão completa,
incapacidade de respirar, colapso pulmonar e morte.
III. A asma é uma doença caracterizada por episódios
intermitentes, durante os quais ocorre forte
contração da musculatura lisa das vias respiratórias,
aumentando acentuadamente sua resistência. O
defeito básico na asma é a inflamação crônica das
vias respiratórias, cujas causas variam de pessoa
para pessoa e incluem, entre outras condições,
alergia, infecções virais e sensibilidade a fatores
ambientais. A inflamação subjacente torna o
músculo liso das vias respiratórias hiper-responsivo,
causando a sua forte contração em resposta a
diversos fatores, como exercício (particularmente no
ar frio e seco), fumaça de tabaco, poluentes
ambientais, vírus, lergênicos, substâncias químicas
broncoconstritoras normalmente liberadas e uma
variedade de outros fatores desencadeantes
potenciais.
IV. A bronquite crônica caracteriza-se pela produção
excessiva de muco nos brônquios e por alterações
inflamatórias crônicas das vias respiratórias
pequenas. A causa da obstrução consiste no acúmulo
de muco nas vias respiratórias e no espessamento das
vias respiratórias inflamadas. Os mesmos agentes
que provocam enfisema também causam bronquite
crônica, razão pela qual essas duas doenças
coexistem com frequência. A bronquite também
pode ser aguda, por exemplo, em resposta a infecções
virais, como as que causam infecções das vias
respiratórias superiores, nesses casos, a tosse e a
produção excessiva de escarro e muco associadas à
bronquite aguda tipicamente sofrem resolução
dentro de 2 a 3 semanas.
V. O enfisema caracteriza-se por uma perda do tecido
elástico e pela destruição das paredes alveolares,
levando a um aumento da complacência. Além disso,
podem ocorrer atrofia e colapso das vias
respiratórias inferiores. Na realidade, ocorre
autodestruição dos pulmões, que são atacados por
enzimas proteolíticas secretadas pelos leucócitos em
resposta a uma variedade de fatores. Além dos
problemas observados na troca gasosa, o enfisema
está associado a um aumento acentuado na
resistência das vias respiratórias, o que aumenta
muito o trabalho da respiração e, se for grave o
suficiente, pode causar hipoventilação. A obstrução
das vias respiratórias no enfisema é causada pelo
colapso das vias respiratórias inferiores,
particularmente durante a expiração.