Homem de 51 anos apresenta perda auditiva unilateral de instalação súbita há ...

Homem de 51 anos apresenta perda auditiva unilateral de instalação súbita há 48 horas, acompanhada de zumbido ipsilateral. A otoscopia não apresenta alterações e a audiometria confirma perda auditi...


publicidade
Homem de 51 anos apresenta perda auditiva unilateral de instalação súbita há 48 horas, acompanhada de zumbido ipsilateral. A otoscopia não apresenta alterações e a audiometria confirma perda auditiva neurossensorial de pelo menos 30 dB em três frequências consecutivas. Não há déficit neurológico focal ou história de episódios semelhantes. Considerando a abordagem da perda auditiva neurossensorial súbita idiopática, de acordo com as recomendações atuais, assinale a alternativa correta.
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    08/09/2026 • 22:02
    A perda auditiva neurossensorial súbita é uma emergência otológica que requer atenção rápida e tratamento adequado. A maioria dos casos é idiopática, ou seja, não há causa identificável, mas é importante descartar causas como tumores, infecções ou doenças inflamatórias. A corticoterapia é o tratamento mais indicado, desde que iniciada dentro de um período precoce, preferencialmente nas primeiras duas semanas após o início dos sintomas, para aumentar as chances de recuperação auditiva.

    Quanto à investigação diagnóstica, a ressonância magnética é o exame de escolha para excluir causas retrococleares, como o schwannoma vestibular, porém essa investigação não precisa atrasar o início da corticoterapia. O uso imediato de corticosteroides não deve esperar a realização da ressonância magnética.

    O exame de tomografia computadorizada não é convencionalmente indicado na avaliação inicial da perda auditiva súbita, já que não é eficaz para visualizar as estruturas retrococleares. Exames laboratoriais de rotina podem ser úteis em alguns casos, mas não são obrigatórios para todos e não substituem a avaliação clínica e exames de imagem específicos. Além disso, a corticoterapia intratimpânica não é tratamento de primeira linha para todos os casos; ela pode ser considerada em casos seletivos ou quando a corticoterapia sistêmica for contraindicada ou ineficiente.

    Portanto, a alternativa que melhor reflete as recomendações atuais é a letra d, que indica que a corticoterapia deve ser iniciada o quanto antes, dentro de duas semanas, e que as investigações para causas retrococleares são feitas por ressonância magnética ou PEATE, sem necessidade de atrasar o tratamento.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.