A Lei nº YYY do Municípi...

A Lei nº YYY do Município Alfa revogou o adicional por tempo de serviços (ATS), abolindo-o por inteiro com efeitos retroativos absoluto...


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A Lei nº YYY do Município Alfa revogou o adicional por tempo de serviços (ATS), abolindo-o por inteiro com efeitos retroativos absolutos. Além disso, estabeleceu as regras para que os servidores não só deixassem de receber o referido adicional, como também para que devolvessem todas as quantias por eles recebidas a título de ATS.
A medida foi justificada sob o argumento de que haveria significativa economia das despesas públicas e, por isso, seria possível o aumento nos investimentos em saúde e em educação. Os servidores, por sua vez, alegaram clara violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito em relação à determinação de devolução dos valores já recebidos.
Sobre a questão em discussão, segundo o sistema jurídico-constitucional, assinale a afirmativa correta.
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    16/09/2026 • 12:02
    Essa questão trata de direitos adquiridos, retroatividade da lei e o princípio do ato jurídico perfeito, que são pilares do direito constitucional brasileiro. Em geral, o direito adquirido não pode ser suprimido por lei nova, especialmente se essa nova lei tem efeitos retroativos que prejudicam direitos já consolidados pelo servidor público.
    À luz da Constituição Federal, a retroatividade da norma que cria ou agrava direito é vedada, especialmente no âmbito tributário e dos direitos sociais. No caso apresentado, a abolição do adicional por tempo de serviço com efeitos retroativos e a exigência de devolução dos valores recebidos afronta o direito adquirido e o ato jurídico perfeito, ambos protegidos constitucionalmente.
    Portanto, a alternativa correta é a letra c), que reconhece que a retroatividade absoluta da lei fere o texto constitucional ao atingir situações já consolidadas e exauridas no passado. As outras alternativas trazem afirmações incorretas, como a validade da retroatividade absoluta por interesse público (a), a inexistência de proteção dos direitos adquiridos em normas municipais (b) e a possibilidade de desprezar direitos adquiridos para viabilizar políticas públicas (d), o que não é permitido pela Constituição.
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