Maria Clara, então com dezoito anos, animada com a conquista da carteira de h...

Maria Clara, então com dezoito anos, animada com a conquista da carteira de habilitação, decide retirar suas economias da poupança para adquirir um automóvel. Por saber que estava no início da sua ...


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Maria Clara, então com dezoito anos, animada com a conquista da carteira de habilitação, decide retirar suas economias da poupança para adquirir um automóvel. Por saber que estava no início da sua carreira de motorista, resolveu comprar um carro usado e pesquisou nos jornais até encontrar um modelo adequado. Durante a visita de Maria Clara para verificar o estado de conservação do carro, o proprietário, ao perceber que Maria Clara não era conhecedora de automóveis, informou que o preço que constava no jornal não era o que ele estava pedindo, pois o carro havia sofrido manutenção recentemente, além de melhorias que faziam com que o preço fosse aumentado em setenta por cento. Com esse aumento, o valor do carro passou a ser maior do que um modelo novo,zero quilômetro. Contudo, após as explicações do proprietário, Maria Clara fechou o negócio.
Sobre a situação apresentada no enunciado, assinale a opção correta.
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    15/09/2026 • 17:01
    Vamos analisar essa situação sob o ponto de vista do Direito Civil, mais especificamente sobre os negócios jurídicos e vícios de consentimento. Maria Clara, mesmo jovem, já é maior de idade (18 anos), portanto, plenamente capaz para praticar atos da vida civil. No caso, ela quis comprar um carro usado e o vendedor, percebendo a inexperiência dela, alterou o preço original anunciado, justificando o aumento — isso pode ser considerado um tipo de erro ou até mesmo uma informação falsa, dependendo do contexto.

    A opção (a) fala em coação por parte do vendedor, mas o enunciado não indica que Maria Clara foi coagida; ela decidiu fechar o negócio mesmo após as explicações. Coação pressupõe uso de violência ou ameaça para forçar a vontade, o que não está explícito. Além disso, o prazo para pedir anulação por coação é de quatro anos, não três.

    A opção (b) diz que não se trata de relação de consumo e, por isso, não poderia haver anulação. No entanto, a compra de um carro usado pode ser enquadrada como relação de consumo, pois Maria Clara é consumidora final e o vendedor é fornecedor. Logo, há proteções ao consumidor que podem levar à anulação caso haja vício.

    A opção (c) informa que o pai quer anular o negócio, mas ele não tem legitimidade para isso, pois Maria Clara é maior e capaz, logo o negócio é válido, a menos que ela própria questione algo dentro do prazo. Além disso, o prazo de decadência mencionado (três anos) não é aplicável nessa situação em relação ao pai.

    A opção (d) diz que o negócio pode ser anulado, porém, se o proprietário concordar em diminuir o preço, o vício seria sanado. Isso é coerente com a teoria dos contratos: se há um vício na vontade (erro ou dolo), sua correção pode sanar o defeito e validar o negócio. Portanto, essa é a alternativa correta.

    Logo, o gabarito correto é a letra d).
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