Maquiavel, industrial dono de uma fábrica de pincéis feitos de pelos de cabra...

Maquiavel, industrial dono de uma fábrica de pincéis feitos de pelos de cabra, sabia ser essencial a desinfecção dos pelos para que os funcionários pudessem manuseá-los, sob pena de contração de gr...


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Maquiavel, industrial dono de uma fábrica de pincéis feitos de pelos de cabra, sabia ser essencial a desinfecção dos pelos para que os funcionários pudessem manuseá-los, sob pena de contração de grave enfermidade. Ocorre que Maquiavel, querendo cortar custos e acreditando piamente que nenhum de seus funcionários padeceria de qualquer moléstia, pois eram todos “homens de bem”, resolveu por bem não proceder ao tratamento com desinfetante. Ao manusearem os pelos de cabra que não haviam passado pela limpeza, quatro funcionários da empresa de Maquiavel faleceram. Maquiavel, então, foi denunciado e consequentemente processado pela prática de homicídio culposo, na modalidade culpa consciente. No curso do processo, entretanto, restou provado que ainda que os pelos de cabra tivessem passado pela ação do desinfetante, os quatro funcionários morreriam, porque os microrganismos já estavam resistentes à ação do desinfetante que devia ter sido utilizado. Com base na situação descrita e tendo por base os estudos acerca da imputação objetiva, é corretor afirmar que Maquiavel
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    14/09/2026 • 19:01
    Essa questão envolve a análise do conceito de imputação objetiva no direito penal, que está relacionado à responsabilidade pelo resultado danoso causado por uma conduta. A imputação objetiva diz respeito à possibilidade de se atribuir o resultado ao agente com base na criação ou aumento de um risco proibido.

    No caso apresentado, Maquiavel optou por não desinfetar os pelos de cabra, mesmo sabendo que isso poderia colocar em risco a saúde dos funcionários. No entanto, ficou provado que, mesmo com a desinfecção, os microrganismos causadores das enfermidades já estavam resistentes, e o resultado morte não poderia ter sido evitado pela conduta de Maquiavel.

    Assim, embora Maquiavel tenha agido com culpa consciente (sabia do risco, mas acreditava que nada aconteceria), a análise da imputação objetiva demonstra que ele não aumentou o risco que causou o resultado, pois a morte dos empregados ocorreria de qualquer forma. Isso afasta a atribuição objetiva do resultado à sua conduta, tornando imprópria a sua responsabilização penal pelo homicídio culposo.

    Portanto, a alternativa correta é a que indica que Maquiavel não pode ter o fato imputado a si, pois sua conduta não incrementou o risco já existente, ou seja, letra d).
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