Jorge foi condenado, definitivamente, pela prática de determinado crime, e se...

Jorge foi condenado, definitivamente, pela prática de determinado crime, e se encontrava em cumprimento dessa pena. Ao mesmo tempo, João respondia a uma ação penal pela prática de crime idêntico ao...


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Jorge foi condenado, definitivamente, pela prática de determinado crime, e se encontrava em cumprimento dessa pena. Ao mesmo tempo, João respondia a uma ação penal pela prática de crime idêntico ao cometido por Jorge. Durante o cumprimento da pena por Jorge e da submissão ao processo por João, foi publicada e entrou em vigência uma lei que deixou de considerar as condutas dos dois como criminosas. Ao tomarem conhecimento da vigência da lei nova, João e Jorge o procuram, como advogado, para a adoção das medidas cabíveis.
Com base nas informações narradas, como advogado de João e de Jorge, você deverá esclarecer que
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    14/09/2026 • 22:02
    Vamos falar de um assunto importante no Direito Penal, que é a aplicação da lei penal mais benéfica no tempo, ou seja, o princípio da retroatividade benéfica. Esse princípio significa que, se uma pessoa foi condenada por um ato criminoso e depois surge uma nova lei que descriminaliza aquela conduta, essa nova lei deve ser aplicada, beneficiando o condenado ou o processado mesmo que o fato seja anterior à lei.

    No caso apresentado, Jorge já foi condenado e cumpre pena, e João responde em processo pelo mesmo crime. Depois, uma nova lei entrou em vigor e deixou de considerar aquele ato como crime. Assim, tanto Jorge quanto João podem se beneficiar desta lei nova, que é mais benigna, visto que não considera mais o fato criminoso. A retroatividade da lei penal mais benigna abrange tanto os processos em curso quanto as situações jurídicas já definidas de forma definitiva, como a de Jorge.

    Portanto, o advogado de ambos pode buscar a extinção da punibilidade, anulando os efeitos penais da condenação e também todos os efeitos penais que ainda estiverem vigentes no caso de João. Quanto aos efeitos civis, a lei penal mais benigna geralmente não os alcança, mantendo-se os efeitos extrapenais, salvo previsão legal específica. Aliado a isso, a previsão legal clássica é que a retroatividade benéfica atinja os efeitos penais, inclusive nas condenações transitadas em julgado.

    Diante disso, a resposta certa é a alternativa C, que destaca que pode-se buscar a extinção da punibilidade e fazer cessar os efeitos penais da condenação de Jorge, mas não os extrapenais.
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