No processo que conduziu à instauração do Estado Novo, em 1937, o governo de Getúlio Vargas, com o aval da cúpula militar
e a colaboração de setores integralistas, mobilizou deliberadamente um documento forjado de caráter conspiratório, elaborado no
interior do aparato militar por Olímpio Mourão Filho e apresentado como prova de uma iminente insurreição comunista. Amplamente
divulgado pela imprensa e pelos meios oficiais de propaganda, esse expediente produziu pânico social e forneceu a base ideológica
e jurídica para a suspensão das garantias constitucionais, a neutralização das oposições políticas e a ruptura definitiva da ordem
liberal vigente. Tal construção não correspondia a uma ameaça revolucionária concreta, mas operou como instrumento de legitimação
do autoritarismo e da perseguição aos comunistas, permitindo a consolidação do governo sob a aparência de defesa da ordem
nacional.
Considerando essa caracterização histórica, identifique, dentre as afirmativas a seguir, o plano ao qual essa descrição corresponde
corretamente.