Em 2020, duas mulheres venceram o prêmio Nobel de química pelo desenvolviment...

Em 2020, duas mulheres venceram o prêmio Nobel de química pelo desenvolvimento de uma ferramenta revolucionária de edição genética, que já foi descrita como “a reescrita do código da vida”. A técni...


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Em 2020, duas mulheres venceram o prêmio Nobel de química pelo desenvolvimento de uma ferramenta revolucionária de edição genética, que já foi descrita como “a reescrita do código da vida”. A técnica é conhecida como Crispr/Cas9 e permite que cientistas mudem o código de DNA de maneira específica para entender e tratar doenças genéticas. Enquanto tem potencial imenso de transformar as nossas vidas, a técnica tem levantado muitas questões éticas. O cientista chinês He Jiankui foi condenado a três anos de prisão em 2019 após anunciar que bebês gêmeas nasceram com DNA modificado para torná-las resistentes ao HIV, o que ele conseguiu ao usar a ferramenta Crispr/Cas9 antes do nascimento delas. Claes Gustafsson, secretário do comitê do Nobel em química, disse que “com todas as tecnologias realmente poderosas, nas ciências biológicas ou em qualquer outra área, há possibilidade de mau uso”.

(www.cnnbrasil.com.br, 07.10.2020. Adaptado.)

O problema ético central apresentado no excerto refere-se à
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    17/09/2026 • 16:01
    Esta questão traz um tema super atual e importante: a edição genética por meio da técnica Crispr/Cas9. Ela revolucionou a biologia e a medicina por permitir alterações precisas no DNA, o que pode ajudar no tratamento de doenças genéticas. Porém, com esse poder enorme vêm muitos dilemas éticos, especialmente sobre o uso dessas tecnologias em seres humanos.

    O texto menciona o caso do cientista He Jiankui, que usou essa técnica para modificar embriões humanos, o que gerou muita polêmica e a condenação dele. O problema não é simplesmente saber que a tecnologia existe ou que pode ser usada, mas sim definir limites e regras claras para que ela seja usada de forma ética e segura.

    Assim, a questão central discutida no texto é a necessidade de critérios e regulamentações que orientem o uso dessas tecnologias para evitar abusos e maus usos, garantindo que as intervenções sejam feitas de forma responsável. Isso está em linha com a alternativa d), que destaca justamente a definição de critérios para utilização das tecnologias genéticas em humanos.

    As outras opções falam de dificuldades de regulamentação internacional, redução de desigualdades, autonomia e restrições legais, mas o ponto crucial do texto é o estabelecimento de diretrizes para o uso ético da edição genética.

    Portanto, o gabarito correto é a alternativa d).
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