Paciente de 68 anos, sexo masculino, portador de DPOC grave, procura o pronto...

Paciente de 68 anos, sexo masculino, portador de DPOC grave, procura o pronto atendimento relatando piora considerável da sua dispneia basal há 3 dias. Refere também, um aumento significativo no v...


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Paciente de 68 anos, sexo masculino, portador de DPOC grave, procura o pronto atendimento relatando piora considerável da sua dispneia basal há 3 dias. Refere também, um aumento significativo no volume da expectoração diária, porém afirma categoricamente que a secreção permanece clara e mucosa. A aferição da temperatura é de 36,8°C. Ao exame físico, apresenta broncoespasmo difuso (sibilos), FC 95 bpm, FR 24 irpm e SatO2 91% em ar ambiente. Além de otimizar a terapia broncodilatadora e prescrever corticosteroide sistêmico, qual é a indicação correta quanto à antibioticoterapia neste cenário?
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    21/09/2026 • 02:01
    Vamos falar sobre exacerbções na DPOC, que é quando os sintomas do paciente pioram de forma significativa. A decisão de usar antibióticos se baseia principalmente nos chamados sintomas cardinais: aumento da dispneia, aumento do volume do escarro e aumento da purulência (cor/amarelada/verde, indicando infecção bacteriana). Para indicar antibiótico, geralmente são necessários dois desses sintomas, sendo obrigatório que um deles seja a purulência, caso apenas dois sintomas estejam presentes. No caso apresentado, o paciente tem piora da dispneia e aumento do volume da expectoração, mas a secreção permanece clara, ou seja, não há purulência. A temperatura está normal, e o quadro sugere uma exacerbação, mas sem sinais claros de infecção bacteriana. Por isso, a diretriz recomenda que, sem a purulência, antibióticos não são indicados apenas por dois sintomas cardinais. Também não é correto iniciar fluoroquinolonas ou antibióticos específicos contra Pseudomonas aeruginosa nesse momento, a não ser que haja indicação clínica ou risco elevado. Da mesma maneira, a antibioticoterapia não se restringe apenas aos pacientes que necessitam de suporte ventilatório para ser considerada; é a presença dos sintomas e sinais que definem essa necessidade. Portanto, a alternativa correta é a que afirma que, devido à ausência da purulência, não se deve iniciar antibióticos agora.
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