Matheus Fernandes
EQUIPE
21/09/2026 • 02:01
Vamos analisar essa questão que aborda a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma condição neurológica que causa fraqueza progressiva, frequentemente após infecções, como diarreia por Campylobacter jejuni. O paciente apresenta sintomas clássicos, como fraqueza simétrica, arreflexia e parestesia em luvas e botas, além de relato de diarreia prévia. A doença é uma polirradiculoneuropatia inflamatória aguda que leva à desmielinização e/ou dano axonal.
Sobre o exame do líquor (LCR), o clássico achado na SGB é a dissociação albuminocitológica, que significa aumento da proteína com contagem celular normal ou muito discreta. Nas primeiras 72 horas, a proteína pode até estar normal, mas a pleocitose importante (mais de 50 células/mm³) não é típica da SGB e indica outra possibilidade diagnóstica, como infecção. Portanto, a alternativa a está incorreta.
Quanto ao tratamento, corticosteroides não são eficazes para SGB e, inclusive, estudos mostram que eles não melhoram o curso da doença; portanto, a pulsoterapia com metilprednisolona não é recomendada e a alternativa b está errada.
Por outro lado, os tratamentos de primeira linha da SGB são plasmaférese e imunoglobulina intravenosa (IGIV). Estes têm eficácia comprovada e devem ser iniciados precocemente, antes mesmo de esperar resultados confirmatórios da eletroneuromiografia para melhorar o desfecho. Isso está expresso na alternativa c, que está correta.
Já a alternativa d está incorreta, pois postergar o tratamento até a confirmação por ENMG não é indicado e pode piorar o prognóstico. O tratamento deve ser iniciado com base na avaliação clínica e exame do líquor, sem atrasos desnecessários.
Portanto, a alternativa correta é a c.
Sobre o exame do líquor (LCR), o clássico achado na SGB é a dissociação albuminocitológica, que significa aumento da proteína com contagem celular normal ou muito discreta. Nas primeiras 72 horas, a proteína pode até estar normal, mas a pleocitose importante (mais de 50 células/mm³) não é típica da SGB e indica outra possibilidade diagnóstica, como infecção. Portanto, a alternativa a está incorreta.
Quanto ao tratamento, corticosteroides não são eficazes para SGB e, inclusive, estudos mostram que eles não melhoram o curso da doença; portanto, a pulsoterapia com metilprednisolona não é recomendada e a alternativa b está errada.
Por outro lado, os tratamentos de primeira linha da SGB são plasmaférese e imunoglobulina intravenosa (IGIV). Estes têm eficácia comprovada e devem ser iniciados precocemente, antes mesmo de esperar resultados confirmatórios da eletroneuromiografia para melhorar o desfecho. Isso está expresso na alternativa c, que está correta.
Já a alternativa d está incorreta, pois postergar o tratamento até a confirmação por ENMG não é indicado e pode piorar o prognóstico. O tratamento deve ser iniciado com base na avaliação clínica e exame do líquor, sem atrasos desnecessários.
Portanto, a alternativa correta é a c.