Paciente do sexo masculino, 32 anos, previamente hígido, procura serviço de e...

Paciente do sexo masculino, 32 anos, previamente hígido, procura serviço de emergência com queixa de fraqueza progressiva nas pernas que se iniciou há 3 dias. Relata dificuldade para levantar da c...


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Paciente do sexo masculino, 32 anos, previamente hígido, procura serviço de emergência com queixa de fraqueza progressiva nas pernas que se iniciou há 3 dias. Relata dificuldade para levantar da cadeira e formigamento em "luvas e botas". Menciona ter tido um quadro de diarreia aquosa autolimitada, há cerca de duas semanas. Ao exame físico neurológico apresenta paraparesia simétrica (força grau 2/5 nos membros inferiores e 4/5 nos superiores), arreflexia global profunda (ausência de reflexos patelares, aquiles e bicipitais) e preservação relativa da sensibilidade proprioceptiva. Não há sinais de desconforto respiratório no momento. Suspeita-se de Síndrome de Guillain-Barré (SGB).

Com base no diagnóstico e manejo da Síndrome de Guillain-Barré, assinale a alternativa correta.
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    21/09/2026 • 02:01
    Vamos analisar essa questão que aborda a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma condição neurológica que causa fraqueza progressiva, frequentemente após infecções, como diarreia por Campylobacter jejuni. O paciente apresenta sintomas clássicos, como fraqueza simétrica, arreflexia e parestesia em luvas e botas, além de relato de diarreia prévia. A doença é uma polirradiculoneuropatia inflamatória aguda que leva à desmielinização e/ou dano axonal.

    Sobre o exame do líquor (LCR), o clássico achado na SGB é a dissociação albuminocitológica, que significa aumento da proteína com contagem celular normal ou muito discreta. Nas primeiras 72 horas, a proteína pode até estar normal, mas a pleocitose importante (mais de 50 células/mm³) não é típica da SGB e indica outra possibilidade diagnóstica, como infecção. Portanto, a alternativa a está incorreta.

    Quanto ao tratamento, corticosteroides não são eficazes para SGB e, inclusive, estudos mostram que eles não melhoram o curso da doença; portanto, a pulsoterapia com metilprednisolona não é recomendada e a alternativa b está errada.

    Por outro lado, os tratamentos de primeira linha da SGB são plasmaférese e imunoglobulina intravenosa (IGIV). Estes têm eficácia comprovada e devem ser iniciados precocemente, antes mesmo de esperar resultados confirmatórios da eletroneuromiografia para melhorar o desfecho. Isso está expresso na alternativa c, que está correta.

    Já a alternativa d está incorreta, pois postergar o tratamento até a confirmação por ENMG não é indicado e pode piorar o prognóstico. O tratamento deve ser iniciado com base na avaliação clínica e exame do líquor, sem atrasos desnecessários.

    Portanto, a alternativa correta é a c.
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