Paciente de 65 anos, internado em UTI por pneumonia associada à ventilação me...

Paciente de 65 anos, internado em UTI por pneumonia associada à ventilação mecânica, encontra-se em processo de transição para ventilação assistida. Evolui com taquipneia persistente e sinais de de...


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Paciente de 65 anos, internado em UTI por pneumonia associada à ventilação mecânica, encontra-se em processo de transição para ventilação assistida. Evolui com taquipneia persistente e sinais de desconforto respiratório, apesar de oxigenação adequada.

Parâmetros ventilatórios e monitorização:

● Modo: PSV
● PEEP: 8 cmH₂O
● Pressão de suporte (PS): 10 cmH₂O
● Frequência respiratória: 32 irpm
● Volume corrente médio: 9 mL/kg de peso predito
● Pressão esofágica (ΔPes): 17 cmH₂O

Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa que melhor caracteriza o trabalho respiratório (WOB) nesse cenário e sua implicação clínica. ● Pressão muscular estimada (Pmus): elevada
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    21/09/2026 • 01:01
    Vamos entender melhor o que está acontecendo com esse paciente para analisar a questão. O paciente está em ventilação assistida (PSV), que é um modo onde o ventilador ajuda a inspirar, mas o esforço respiratório do paciente ainda é importante. A frequência respiratória está alta (32 irpm) e ele apresenta sinais de desconforto, o que já indica que ele está fazendo um esforço grande para respirar.

    O dado que mais chama atenção é a pressão muscular estimada (Pmus) de 17 cmH₂O, que é considerada elevada, indicando que o paciente está fazendo um esforço muscular respiratório aumentado. Isso sugere que o trabalho respiratório (WOB) está alto. Isso costuma acontecer quando o suporte ventilatório é insuficiente para as necessidades do paciente, causando um maior esforço e podendo levar à fadiga muscular e até a uma lesão pulmonar autoinduzida, por inspirar com muita força o pulmão comprometido.

    Por outro lado, se o suporte fosse muito alto, o trabalho respiratório estaria reduzido, o que não é o caso aqui. Também não podemos atribuir a taquipneia só à ansiedade, porque os parâmetros objetivos indicam esforço elevado. Medir a pressão de platô e complacência ajuda a avaliar a mecânica respiratória, mas não são essenciais para inferir o aumento do trabalho respiratório nesse contexto, já que temos a pressão muscular estimada elevada.

    Portanto, a alternativa que melhor caracteriza o trabalho respiratório e sua implicação clínica é a letra c.
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