Paciente de 74 anos, internado em UTI por sepse abdominal, evolui com oligúri...

Paciente de 74 anos, internado em UTI por sepse abdominal, evolui com oligúria progressiva e elevação da creatinina sérica, apesar de pressão arterial média adequada após ressuscitação inicial. Sus...


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Paciente de 74 anos, internado em UTI por sepse abdominal, evolui com oligúria progressiva e elevação da creatinina sérica, apesar de pressão arterial média adequada após ressuscitação inicial. Suspeita-se de congestão venosa sistêmica como fator contribuinte para a disfunção renal. O intensivista realiza avaliação ecográfica pelo escore VExUS, com os seguintes achados:

● Veia cava inferior: 28 mm, colapsabilidade < 10%.
● Fluxo venoso hepático: padrão reverso sistólico.
● Fluxo portal: pulsatilidade acentuada (índice de pulsatilidade ≈ 60%).
● Fluxo venoso renal: padrão contínuo com redução da velocidade diastólica.

Com base nos achados apresentados e nos princípios do escore VExUS, assinale a alternativa que melhor interpreta o grau e a repercussão da congestão venosa nesse paciente.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    21/09/2026 • 01:01
    Vamos falar sobre o escore VExUS, que é uma ferramenta ecográfica usada para avaliar a congestão venosa sistêmica e seu impacto nos órgãos, principalmente em pacientes críticos. Esse escore analisa a veia cava inferior, o fluxo venoso hepático, portal e renal para detectar sinais de excesso de líquido e pressão que podem levar à disfunção orgânica.

    No caso apresentado, a veia cava inferior está dilatada (28 mm) e com colapsabilidade reduzida (<10%), indicando alta pressão venosa central. O fluxo venoso hepático reverso sistólico é um sinal clássico de congestão hepática significativa. A pulsatilidade acentuada do fluxo portal (índice de pulsatilidade ≈ 60%) mostra que a pressão está alta também na circulação portal, o que não é normal e sugere congestão venosa. O fluxo venoso renal com padrão contínuo, porém com redução da velocidade diastólica, indica que há congestão renal afetando a perfusão, ainda que sem fluxos completamente desconstruídos, o que já preocupa.

    Esses achados juntos indicam uma congestão venosa grave que está afetando vários órgãos (fígado, rins e circulação portal). Isso significa que o paciente tem alto risco de disfunção multiorgânica devido à pressão elevada nos sistemas venosos.

    Analisando as alternativas: a) está incorreta porque há repercussão orgânica significativa; c) é errada porque a pulsatilidade portal no contexto do VExUS está associada sim a disfunção renal; d) é falsa pois mesmo sem fluxo renal descontínuo, a congestão pode estar presente e afetando os rins, o que está evidenciado pela redução da velocidade diastólica.

    Assim, a alternativa correta é a b).
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