Homem de 76 anos, internado em UTI por pneumonia adquirida na comunidade, evo...

Homem de 76 anos, internado em UTI por pneumonia adquirida na comunidade, evolui subitamente com taquiarritmia. O eletrocardiograma demonstrou ausência de ondas P, intervalos RR irregulares e frequ...


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Homem de 76 anos, internado em UTI por pneumonia adquirida na comunidade, evolui subitamente com taquiarritmia. O eletrocardiograma demonstrou ausência de ondas P, intervalos RR irregulares e frequência ventricular média de 156 bpm. Apresenta pressão arterial de 108 × 76 mmHg, lactato normal, saturação periférica de oxigênio de 94% em cateter nasal, sem dor torácica, sinais de choque ou evidência clínica de isquemia miocárdica. Não há história conhecida de insuficiência cardíaca ou disfunção ventricular esquerda.

Assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial mais apropriada.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    21/09/2026 • 01:01
    Essa questão é sobre uma situação clínica bastante comum em unidades de terapia intensiva: um paciente idoso com pneumonia evoluindo com taquiarritmia. O eletrocardiograma revela ausência de ondas P e intervalo RR irregular, o que caracteriza uma fibrilação atrial (FA) com frequência ventricular rápida, já que a frequência está em 156 bpm. É importante lembrar que o manejo inicial da fibrilação atrial com resposta ventricular rápida depende da estabilidade hemodinâmica do paciente.

    No enunciado, o paciente apresenta pressão arterial estável (108x76 mmHg), saturação adequada e não apresenta sinais de choque, isquemia ou disfunção ventricular previas. Isso indica que ele está hemodinamicamente estável, mesmo com a taquiarritmia.

    Para pacientes hemodinamicamente estáveis com FA de início recente, a primeira conduta costuma ser o controle da frequência ventricular (controle da resposta ventricular), usando betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos, como diltiazem ou verapamil, para aliviar os sintomas e regularizar a frequência, evitando a necessidade imediata de cardioversão elétrica, que é indicada em situações de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque, angina, insuficiência cardíaca aguda).

    A amiodarona pode ser usada, mas não é a primeira escolha para controle da resposta ventricular em paciente hemodinamicamente estável e sem contraindicações; ela tem muitos efeitos colaterais e é mais usada em casos específicos. Adenosina é útil para arritmias de reentrada envolvendo nodos AV, como taquicardias supraventriculares, não para fibrilação atrial, portanto não é indicada aqui.

    Portanto, a conduta correta é o controle da frequência ventricular com betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio, com monitorização cuidadosa.

    Gabarito: letra c.
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