David Castilho
EQUIPE
21/09/2026 • 00:01
Essa questão aborda uma situação clínica muito importante em psiquiatria e medicina de emergência: os efeitos colaterais graves de medicamentos psiquiátricos. Neste caso, temos um paciente esquizofrênico em uso crônico de haloperidol, um antipsicótico típico, que teve recentemente o início e aumento da dose de sertralina, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). Após o ajuste da sertralina, o paciente apresentou quadro agudo de confusão mental, febre alta, hipertensão, taquicardia, sudorese, tremores, mioclonias, hiperreflexia com clônus, rigidez moderada, midríase pupilar, além de alterações laboratoriais sugestivas de rabdomiólise (CPK elevada) e insuficiência renal leve (aumento da creatinina).
Esses sinais e sintomas são bastante característicos da síndrome serotoninérgica, uma condição causada pelo excesso de serotonina no sistema nervoso central, geralmente pela associação ou aumento recente de medicamentos serotonérgicos como a sertralina. A hiperreflexia, clônus e mioclonias, associadas à midríase, são sinais típicos que a diferenciam da síndrome neuroléptica maligna, que cursa com rigidez severa tipo 'piège de cire'.
A síndrome neuroléptica maligna estaria associada ao haloperidol, mas o início recente das alterações após aumento da sertralina, e sinais como hiperreflexia e mioclonias com clônus orientam para síndrome serotoninérgica. O tratamento prioritário é a suspensão imediata da sertralina, suporte intensivo e o uso de ciproheptadina, um antagonista serotoninérgico. Os outros diagnósticos são menos compatíveis com o quadro descrito: catatonia maligna não cursa com hiperreflexia e clônus, e hipertermia maligna está mais relacionada a anestésicos e não psicofármacos.
Portanto, a alternativa correta é a letra c: Síndrome serotoninérgica; suspender sertralina, instituir suporte intensivo e considerar cipro-heptadina.
Esses sinais e sintomas são bastante característicos da síndrome serotoninérgica, uma condição causada pelo excesso de serotonina no sistema nervoso central, geralmente pela associação ou aumento recente de medicamentos serotonérgicos como a sertralina. A hiperreflexia, clônus e mioclonias, associadas à midríase, são sinais típicos que a diferenciam da síndrome neuroléptica maligna, que cursa com rigidez severa tipo 'piège de cire'.
A síndrome neuroléptica maligna estaria associada ao haloperidol, mas o início recente das alterações após aumento da sertralina, e sinais como hiperreflexia e mioclonias com clônus orientam para síndrome serotoninérgica. O tratamento prioritário é a suspensão imediata da sertralina, suporte intensivo e o uso de ciproheptadina, um antagonista serotoninérgico. Os outros diagnósticos são menos compatíveis com o quadro descrito: catatonia maligna não cursa com hiperreflexia e clônus, e hipertermia maligna está mais relacionada a anestésicos e não psicofármacos.
Portanto, a alternativa correta é a letra c: Síndrome serotoninérgica; suspender sertralina, instituir suporte intensivo e considerar cipro-heptadina.