Paciente de 48 anos com depressão grave sem características psicóticas. Tenta...

Paciente de 48 anos com depressão grave sem características psicóticas. Tentativas prévias adequadas com quatro antidepressivos de classes distintas (ISRS, IRSN, NDRI, ISRSN) em dose e tempo sufici...


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Paciente de 48 anos com depressão grave sem características psicóticas. Tentativas prévias adequadas com quatro antidepressivos de classes distintas (ISRS, IRSN, NDRI, ISRSN) em dose e tempo suficientes, sem resposta satisfatória. Mantém PHQ-9 = 21, prejuízo funcional importante, mas sem ideação suicida ativa.
De acordo com diretrizes para depressão resistente, qual estratégia terapêutica está mais indicada neste momento?
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    21/09/2026 • 00:01
    Vamos falar sobre depressão resistente ao tratamento, que ocorre quando o paciente não melhora mesmo após o uso adequado de diferentes antidepressivos. Nessa situação, as diretrizes clínicas recomendam estratégias específicas para tentar alcançar resposta terapêutica.

    Primeiro, a eletroconvulsoterapia (ECT) é uma opção eficaz, mas costuma ser reservada para casos mais graves, psicóticos ou com risco imediato, o que não parece ser o caso aqui, já que o paciente não apresenta sintomas psicóticos nem ideação suicida ativa.

    Segundo, a potencialização do tratamento com outra substância, como o lítio ou a triiodotironina (T3), é amplamente indicada pela literatura como uma estratégia eficaz para pacientes com depressão resistente, apresentando evidência robusta. Essa abordagem envolve manter o antidepressivo e adicionar um desses adjuvantes para potencializar o efeito.

    Terceiro, substituir o antidepressivo por um tricíclico não é a primeira linha nesse contexto, já que o paciente já tentou várias classes, e não se deve trocar de antidepressivo simplesmente por ser de uma classe diferente, especialmente tricíclicos que têm mais efeitos adversos.

    Por último, suspender os antidepressivos e tratar apenas com terapia cognitivo-comportamental não é indicado para casos de depressão resistente grave, pois a psicoterapia isolada pode não ser suficiente para controlar o quadro nesse estágio.

    Portanto, a melhor estratégia terapêutica para este paciente, de acordo com as diretrizes, é a potencialização com lítio ou triiodotironina (T3) como adjuvantes ao tratamento atual, o que corresponde à alternativa (b).
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