Menino de 8 anos com dificuldades escolares. A Professora relata que é “intel...

Menino de 8 anos com dificuldades escolares. A Professora relata que é “inteligente, mas no mundo da lua”, não termina tarefas, esquece materiais, parece não ouvir. Em casa, os pais referem desorga...


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Menino de 8 anos com dificuldades escolares. A Professora relata que é “inteligente, mas no mundo da lua”, não termina tarefas, esquece materiais, parece não ouvir. Em casa, os pais referem desorganização, dificuldade em seguir instruções e esquecimento frequente. É calmo, sem hiperatividade marcante. Sintomas iniciaram aos 6 anos, piorando com as demandas escolares.

Histórico prévio: aos 3–4 anos apresentava interesse intenso e restrito por dinossauros, memorizando nomes científicos, com forte desconforto frente a mudanças de rotina. Atualmente, mantém interesses restritos (videogames específicos), dificuldade em conversas recíprocas (fala sobre seus interesses sem perceber o desinteresse do outro), poucos amigos, prefere brincar sozinho, contato visual inconsistente. Desempenho acadêmico: excelente em matemática; redações desorganizadas; grande dificuldade em trabalhos em grupo.

Assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica que melhor explica o quadro.
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    21/09/2026 • 00:01
    Vamos analisar o caso apresentado, começando pelos sintomas relatados. O menino tem 8 anos, com dificuldade para terminar tarefas, esquecer materiais, parecer não ouvir, e desorganização. Esses sintomas são compatíveis com desatenção, característica do TDAH na apresentação desatenta. Por outro lado, ele é calmo, sem hiperatividade, o que reforça a possível apresentação predominantemente desatenta do TDAH.

    Entretanto, o histórico prévio revela muito mais. Entre os 3 e 4 anos, ele já apresentava interesses restritos, com foco intenso por dinossauros, forte desconforto a mudanças de rotina, um padrão muito característico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Atualmente, mantém interesses restritos, dificuldade em conversas recíprocas, poucos amigos, prefere brincar sozinho e contato visual inconsistente, que também são sinais muito compatíveis com TEA nível 1 (antes chamado autismo leve).

    No desempenho escolar, nota-se excelente desempenho em matemática (área onde indivíduos com TEA podem se destacar), redações desorganizadas e dificuldade em trabalhos em grupo, que reforçam o prejuízo nas interações sociais e comunicação, típicos do TEA. A combinação desses sintomas sugere uma manifestação mais ampla do que apenas o TDAH desatento.

    Com base nisso, a hipótese de comorbidade entre TDAH desatento e TEA é plausível, pois o quadro mostra sinais claros de ambos os transtornos, não explicados apenas por uma condição isolada.

    Portanto, a alternativa que melhor explica o quadro é a letra c), comorbidade entre TDAH apresentação desatenta e TEA.
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