David Castilho
EQUIPE
21/09/2026 • 00:01
Vamos falar sobre raiva, uma doença viral muito perigosa que pode ser transmitida por mordidas de animais infectados. A profilaxia pós-exposição é essencial para evitar o desenvolvimento da doença após contato com possíveis transmissores. A avaliação do risco e da necessidade do tratamento leva em conta o tipo de animal, a gravidade da exposição, o histórico vacinal do paciente e a resposta imunológica demonstrada por sorologia.
No caso apresentado, o paciente sofreu mordidas de um gambá-de-orelha-preta, que é um animal silvestre que pode transmitir raiva, portanto o risco não pode ser negligenciado. A exposição foi significativa, com quatro mordidas superficiais, contudo a face, cabeça e mãos não foram atingidas, áreas mais críticas.
Importante destacar que o paciente realizou profilaxia pré-exposição completa e possui sorologia positiva com título de 7,5 UI/mL, o que é considerado adequado para resposta imunológica (geralmente o título acima de 0,5 UI/mL é protetor). Nestes casos, a conduta recomendada é:
- Fazer lavagem rigorosa das feridas.
- Não usar soro antirrábico, já que a resposta vacinal é adequada.
- Administrar um esquema de duas doses de vacina nos dias 0 e 3 (reforço), e não a imunização completa que incluiria 5 doses ou uso de soro.
Assim, a conduta correta está na alternativa D, pois a profilaxia prévia foi eficaz, o sorológico confirma isso, e o tratamento pós-exposição deve ser menos agressivo, sem uso de soro e com doses reduzidas de vacina.
Gabarito: D
No caso apresentado, o paciente sofreu mordidas de um gambá-de-orelha-preta, que é um animal silvestre que pode transmitir raiva, portanto o risco não pode ser negligenciado. A exposição foi significativa, com quatro mordidas superficiais, contudo a face, cabeça e mãos não foram atingidas, áreas mais críticas.
Importante destacar que o paciente realizou profilaxia pré-exposição completa e possui sorologia positiva com título de 7,5 UI/mL, o que é considerado adequado para resposta imunológica (geralmente o título acima de 0,5 UI/mL é protetor). Nestes casos, a conduta recomendada é:
- Fazer lavagem rigorosa das feridas.
- Não usar soro antirrábico, já que a resposta vacinal é adequada.
- Administrar um esquema de duas doses de vacina nos dias 0 e 3 (reforço), e não a imunização completa que incluiria 5 doses ou uso de soro.
Assim, a conduta correta está na alternativa D, pois a profilaxia prévia foi eficaz, o sorológico confirma isso, e o tratamento pós-exposição deve ser menos agressivo, sem uso de soro e com doses reduzidas de vacina.
Gabarito: D