A resistência antimicrobiana constitui um dos principais desafios da medicina...

A resistência antimicrobiana constitui um dos principais desafios da medicina contemporânea. Entre os patógenos de maior preocupação estão as Enterobacterales


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A resistência antimicrobiana constitui um dos principais desafios da medicina contemporânea. Entre os patógenos de maior preocupação estão as Enterobacterales resistentes a carbapenêmicos (CRE), associadas à elevada morbimortalidade e limitação das opções terapêuticas.
Os mecanismos de resistência incluem a produção de carbapenemases, enzimas capazes de hidrolisar antibióticos carbapenêmicos. Essas enzimas são classificadas em diferentes classes moleculares, incluindo KPC (classe A), metalo-β-lactamases – MBL (classe B) e OXA-48-like (classe D). A identificação do mecanismo de resistência tem implicações importantes na escolha da terapia antimicrobiana.
Em relação ao tratamento das infecções causadas por Enterobacterales resistentes a carbapenêmicos (CRE), assinale a alternativa correta.
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    20/09/2026 • 23:02
    Vamos analisar a questão sobre a resistência a carbapenêmicos em Enterobacterales, um assunto crucial da infectologia atual. As Enterobacterales resistentes a carbapenêmicos (CRE) estão associadas a um alto índice de morte e dificultam muito o tratamento por causa da produção de enzimas chamadas carbapenemases, que destroem esses antibióticos. Essas carbapenemases são divididas em diferentes classes moleculares: KPC (classe A), Metalo-β-lactamases - MBL (classe B) e OXA-48-like (classe D).

    A alternativa a) está incorreta, pois o imipenem-cilastatina-relebactam não é a escolha preferida para Enterobacterales da família Morganellaceae; a ceftazidima-avibactam costuma ter melhor atividade in vitro contra esses microrganismos.

    Na alternativa b), o uso das polimixinas (polimixina B ou colistina) não é preferido em CRE não produtores de carbapenemase justamente porque tem um espectro mais amplo e efeitos colaterais preocupantes; a ceftazidima-avibactam normalmente é preferida por ser mais eficaz e segura.

    Já a alternativa c) está correta: a carbapenemase OXA-48 é mesmo difícil de detectar laboratorialmente e está ligada a falhas no tratamento. A ceftazidima-avibactam é uma das principais drogas ativas contra essas cepas, sendo uma opção recomendada.

    Por fim, a alternativa d) está incorreta porque o imipenem-cilastatina-relebactam não restabelece a atividade do aztreonam contra as MBLs (classe B). Para MBLs, a combinação de aztreonam com ceftazidima-avibactam é a estratégia mais recomendada, pois o avibactam inibe outras carbapenemases que poderiam degradar o aztreonam.

    Portanto, a alternativa correta é a letra c).
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