De acordo com o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Bra...

De acordo com o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, a monorresistência à rifampicina é definida pela resistência isolada a esse fármaco, confir...


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De acordo com o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, a monorresistência à rifampicina é definida pela resistência isolada a esse fármaco, confirmada por Teste de Sensibilidade (TS) após exclusão de resistência a outros medicamentos testados.
O Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) detecta especificamente resistência à rifampicina, sendo necessária a realização de cultura com teste de sensibilidade para caracterização completa do perfil de resistência e definição do esquema terapêutico adequado.
Durante o acompanhamento de um caso novo de tuberculose pulmonar em paciente de 24 anos, em situação de vulnerabilidade social, sem comorbidades e sem história prévia de uso de rifampicina, o TRM-TB identificou resistência à rifampicina.
Posteriormente, a cultura para micobactéria com teste de sensibilidade confirmou resistência à rifampicina e à estreptomicina, mantendo sensibilidade aos demais fármacos testados.
Considerando as recomendações do Ministério da Saúde para o tratamento da resistência à rifampicina, assinale o esquema terapêutico inicial preferencial.
Legenda:
● Cm – Capreomicina
● H – Isoniazida
● Lfx – Levofloxacino
● E – Etambutol
● Z – Pirazinamida
● Trd – Terizidona
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    20/09/2026 • 23:02
    Aqui vamos falar sobre tuberculose e resistência medicamentosa, que é um tema super importante no controle da doença. A questão traz um caso de tuberculose pulmonar com resistência confirmada à rifampicina e estreptomicina, mas sensibilidade mantida a outros medicamentos. Segundo o Manual do Ministério da Saúde, a resistência à rifampicina classifica esse caso como resistente, e o esquema terapêutico inicial deve ser adequado para tratar essa resistência, com fármacos de segunda linha e evitar isoniazida isolada, já que o foco é superar a resistência garantido eficácia.

    O esquema recomendado para resistência à rifampicina inclui geralmente medicamentos como capreomicina, levofloxacino, terizidona, etambutol e pirazinamida durante a fase intensiva, e na fase de continuação, um esquema reduzido também com esses medicamentos, sempre evitando isoniazida isoladamente porque é um medicamento de primeira linha e pode não ser eficaz sozinho nesse caso. A presença da capreomicina, um medicamento injetável da segunda linha, é comum nesses esquemas.

    Analisando as alternativas, a única que contempla o uso da capreomicina (Cm), levofloxacino (Lfx), etambutol (E) e pirazinamida (Z) na fase intensiva e um esquema sem a inclusão de isoniazida isolada após, é a alternativa d), que propõe 2 meses com Cm, H, Lfx, E, Z e 10 meses com H, Lfx, E, Z. Apesar de incluir H (isoniazida), que em resistência à rifampicina pode ser questionada, as demais alternativas apresentam esquemas não recomendados ou muito inconsistentes, já que usam isoniazida em continuidade sem outros medicamentos de segunda linha fortes e não incluem a capreomicina com os demais fármacos como na prática clínica recomendada.

    Portanto, pela análise, a resposta certa e que melhor se encaixa nas recomendações do Ministério da Saúde para casos com resistência à rifampicina é a alternativa d).
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