Paciente de 50 anos, com lúpus eritematoso sistêmico (LES) (manifestações cut...

Paciente de 50 anos, com lúpus eritematoso sistêmico (LES) (manifestações cutâneas, articulares e hematológicas) e síndrome do anticorpo antifosfolípide (anticoagulante lúpico persistentemente posi...


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Paciente de 50 anos, com lúpus eritematoso sistêmico (LES) (manifestações cutâneas, articulares e hematológicas) e síndrome do anticorpo antifosfolípide (anticoagulante lúpico persistentemente positivo), com passado de trombose arterial em membro inferior direito. Nos últimos 30 dias, evoluiu com tromboembolismo pulmonar. Atualmente em uso de azatioprina, hidroxicloroquina e AAS.
Em relação à anticoagulação, recomenda-se:
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    20/09/2026 • 21:01
    Vamos falar um pouco sobre síndromes autoimunes, trombose e anticoagulação. No caso apresentado, temos uma paciente com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF). Um ponto importante aqui é que a paciente já teve trombose arterial e agora evoluiu com tromboembolismo pulmonar, ou seja, evento trombótico confirmado e grave. A SAF é uma condição que aumenta significantemente o risco de tromboses, e seu manejo anticoagulante é específico.

    O uso de anticoagulantes orais diretos, como a rivaroxabana (opção a), não é recomendado na síndrome do anticorpo antifosfolípide especialmente em pacientes com trombose arterial ou recorrente, devido ao risco maior de eventos trombóticos em comparação com a varfarina.

    Apenas manter o AAS (ácido acetilsalicílico) como profilaxia (opção b) não é suficiente nesta situação, visto que a paciente tem eventos trombóticos estabelecidos e uso de imunossupressores não substitui a anticoagulação eficaz.

    A anticoagulação plena com varfarina é o padrão recomendado nestes casos. O alvo do INR varia conforme o risco trombótico: nos casos de eventos arteriais ou trombose recorrente, o alvo pode ser mais alto, entre 3 e 4 (opção d). O alvo 2-3 (opção c) é padrão para trombose venosa sem fatores de alto risco, mas neste caso específico se recomenda um alvo maior para maior proteção.

    Portanto, a melhor conduta indicada é iniciar anticoagulação plena com varfarina, com alvo de INR 3-4, que é o mais alinhado com as diretrizes para pacientes com SAF e trombose arterial prévia e eventos tromboembólicos recentes.
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