Ingrid Nunes
EQUIPE
20/09/2026 • 21:01
Vamos falar um pouco sobre síndromes autoimunes, trombose e anticoagulação. No caso apresentado, temos uma paciente com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF). Um ponto importante aqui é que a paciente já teve trombose arterial e agora evoluiu com tromboembolismo pulmonar, ou seja, evento trombótico confirmado e grave. A SAF é uma condição que aumenta significantemente o risco de tromboses, e seu manejo anticoagulante é específico.
O uso de anticoagulantes orais diretos, como a rivaroxabana (opção a), não é recomendado na síndrome do anticorpo antifosfolípide especialmente em pacientes com trombose arterial ou recorrente, devido ao risco maior de eventos trombóticos em comparação com a varfarina.
Apenas manter o AAS (ácido acetilsalicílico) como profilaxia (opção b) não é suficiente nesta situação, visto que a paciente tem eventos trombóticos estabelecidos e uso de imunossupressores não substitui a anticoagulação eficaz.
A anticoagulação plena com varfarina é o padrão recomendado nestes casos. O alvo do INR varia conforme o risco trombótico: nos casos de eventos arteriais ou trombose recorrente, o alvo pode ser mais alto, entre 3 e 4 (opção d). O alvo 2-3 (opção c) é padrão para trombose venosa sem fatores de alto risco, mas neste caso específico se recomenda um alvo maior para maior proteção.
Portanto, a melhor conduta indicada é iniciar anticoagulação plena com varfarina, com alvo de INR 3-4, que é o mais alinhado com as diretrizes para pacientes com SAF e trombose arterial prévia e eventos tromboembólicos recentes.
O uso de anticoagulantes orais diretos, como a rivaroxabana (opção a), não é recomendado na síndrome do anticorpo antifosfolípide especialmente em pacientes com trombose arterial ou recorrente, devido ao risco maior de eventos trombóticos em comparação com a varfarina.
Apenas manter o AAS (ácido acetilsalicílico) como profilaxia (opção b) não é suficiente nesta situação, visto que a paciente tem eventos trombóticos estabelecidos e uso de imunossupressores não substitui a anticoagulação eficaz.
A anticoagulação plena com varfarina é o padrão recomendado nestes casos. O alvo do INR varia conforme o risco trombótico: nos casos de eventos arteriais ou trombose recorrente, o alvo pode ser mais alto, entre 3 e 4 (opção d). O alvo 2-3 (opção c) é padrão para trombose venosa sem fatores de alto risco, mas neste caso específico se recomenda um alvo maior para maior proteção.
Portanto, a melhor conduta indicada é iniciar anticoagulação plena com varfarina, com alvo de INR 3-4, que é o mais alinhado com as diretrizes para pacientes com SAF e trombose arterial prévia e eventos tromboembólicos recentes.